Os próximos dias serão decisivos para a trajetória do meia Valdívia como jogador do Palmeiras. Depois de conceder uma entrevista coletiva, na quinta-feira, para relatar o episódio do sequestro relâmpago que ele sofreu na semana passada, o chileno já agendou horário na clínica de psicologia indicada pelo clube e, longe da família, tentará retomar sua rotina normal. Valdívia já avisou que não sabe se continuará jogando no Brasil. Mesmo que decidir ficar, terá outro problema: tentar convencer a mulher a voltar a morar em São Paulo.
"Eu passei muitos dias mal", contou o jogador na quinta. "Foi muito difícil para mim, porque não é questão de perder um gol, um pênalti. É de se ver entre a vida e a morte." O jogador deixará a mulher, Daniela, e os dois filhos do casal no Chile. Ficará sozinho no Brasil por pelo menos mais duas semanas. Daniela já decidiu que permanecerá em Santiago ao lado dos familiares e diz não ver chance de retorno ao Brasil. Valdívia fala que tentará fazer a mulher mudar de idéia, mas reconhece a dificuldade da missão.
"Ela precisa de apoio, está muito mal pelo que aconteceu. Não sei se ela vai querer sair do Chile. Eu sei que vocês querem que eu fale outra coisa, mas eu não sei. Só posso dizer que está difícil, está tudo difícil", lamentou. O jogador pretende voltar aos treinos no Palmeiras já nesta sexta, para receber o apoio dos companheiros. Como recusou a presença de um segurança particular ao seu lado 24 horas por dia, Valdívia acha que o tratamento psicológico será crucial. "Minha rotina de vida será diferente de outros jogadores."
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Foto: Cesar Greco/ Fotoarena