O judô feminino não foi muito feliz nas Olimpíadas de Londres, disputada em julho. Com exceção de Sarah Menezes, que entrou para a história como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de ouro no judô nas Olimpíadas, as outras atletas não foram tão bem.
Mas Londres foi deixada para trás. No último sábado, as meninas do Brasil deram a volta por cima e conseguiram o bronze no Mundial de Judô por Equipes disputado em Salvador. Medalha inédita para o judô feminino. A conquista veio, mas elas admitem que não foi fácil superar os traumas de Londres para ganhar fôlego para a disputa do Mundial.
Uma das que mais sofreu foi Rafaela Silva (63kg). Vítima de racismo na internet por ter aplicado golpe irregular nas Olimpíadas, o que resultou na sua desclassificação, Rafaela diz ter sofrido muito para poder superar o trauma. "Fiquei muito chateada. Passei por momentos terríveis em minha vida, muito angustiada, triste. A Olimpíada é uma competição que todo mundo quer uma medalha, até porque só acontece de quatro em quatro anos, e quando não ganhamos ficamos chateadas", relembrou a judoca.
O sentimento de Érika Miranda (52kg) e Maria Portela (70kg) é semelhante ao da sua companheira de equipe. "Londres não foi o que nós esperávamos, mas o judô nos deus uma lição: quando você cai, você pode se levantar. Estou bem mais forte e hoje olho apenas para o Rio de Janeiro em 2016", afirmou decidida Miranda, eliminada em Londres nas oitavas de final na categoria dos meio-leves.
"Eu não estava pronta para conquistar uma medalha em Londres. Rio de Janeiro sim vai ser bom. Temos um projeto. Aprendi muito com a experiência de Londres. Levei um baque emocional, mas aprendi muito, cresci. Após a Olimpíada continuei trabalhando, me dedicando. Superei todas as dificuldades e hoje comemoro com minhas colegas es
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