O presidente Arnaldo Tirone e o diretor financeiro Antônio Henrique Silva já voltaram de Buenos Aires, e confiantes. O mandatário se diz mais perto do acerto com Riquelme e ainda mandou um recado ao Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube: até segunda-feira, o poder de contratar é somente dele.
“Está 50% fechado”, disse o dirigente à rádioTransamérica, admitindo que, provavelmente, a transação só seja concluída por seu sucessor – Décio Perin e Paulo Nobre disputam o cargo. Segundo o presidente disse à imprensa argentina, já houve acerto financeiro com o jogador, que só não assinou ainda por detalhes burocráticos.
“Não deve dar tempo de concluir até segunda-feira, mas o importante é que ele quer jogar no Palmeiras e levar o time de novo para a Série A”, reforçou Tirone, avisando que os conselheiros deram aval para o acerto. “O COF pré-autorizou a contratação do Riquelme há 20 dias, agora não adianta mudar. Até segunda-feira, a caneta é minha.”
O problema é que o COF ameaça o presidente com punição, já que, em reunião ocorrida há um mês, o próprio Tirone cedeu ao Conselho Deliberativo e ao próprio COF para dar poder até de veto a contratações ao COF. O presidente, contudo, invalida agora essa necessidade de avaliação dos conselheiros.
Como prova de sua responsabilidade, Tirone tem avisado tanto a Perin quanto a Nobre sobre os avanços com Riquelme. O presidente garante que o contrato oferecido ao meio-campista é de somente uma temporada, mas com possibilidade de ser prorrogado até dezembro de 2014 e, na sequência, até o fim de 2015.
“O meu desejo é continuar trabalhando pelo clube. Não posso ficar de braços cruzados só ouvindo os dois candidatos. Claro que vou esperar, mas o presidente até segunda-feira sou eu. Estou trabalhando pelo Palmeiras, que precisa qualificar o elenco. Estou cumprindo com meu papel de presidente de clube de futebol, não de clube social”, reforçou Tirone.
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