Após os atos de racismo da torcida do Mogi Mirim na noite da última quinta-feira, direcionados ao jogador Arouca, do Santos, a Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou nesta sexta-feira anunciou que o Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira será interditado por tempo indefinido como punição ao acontecido.
A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de São Paulo, que classificou o ocorrido como uma ação que "macula de forma indelével a disciplina desportiva, macula, igualmente os princípios básicos da civilidade e humanismo".
Arouca foi chamado de "macaco" por torcedores do clube do interior enquanto concedia entrevistas na saída do gramado após o fim do jogo, no qual o volante santista marcou um gol de voleio. Ele foi o segundo jogador a sofrer com atos racistas neste ano, já que Tinga também foi hostilizado por torcedores do Real Garcilaso em fevereiro durante partida válida pela fase de grupos da Libertadores.
Na última quarta-feira, outro caso de discriminação aconteceu no futebol brasileiro, desta vez no Campeonato Gaúcho. Este ocorreu durante a partida entre Esportivo e Veranópolis e teve o árbitro Márcio Chagas da Silva como pivô das ofensas.
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