A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por vários motivos, tende a aprovar em breve a mudança que alguns clubes brasileiros pediam.
Um estudo para que a Copa do Brasil conte também com times que estejam na Libertadores começou a ser feito pela CBF há cerca de dois meses e está em fase final.
A eliminação do Corinthians na primeira fase da competição continental foi um estopim para o estudo, que ganha força com a noite trágica que eliminou quatro times do país anteontem.
A diretoria corintiana foi uma das que sugeriram à CBF que um clube precocemente eliminado na Libertadores pudesse disputar o segundo interclubes nacional.
Ontem, curiosamente, Ronaldo manifestou seu apoio a essa mudança pelo Twitter.
"Ainda acho que o ideal seria os times poderem jogar a Copa do Brasil e a Libertadores no mesmo ano. Eu entendo que é difícil pelo calendário, mas talvez possa se discutir a ideia para os anos seguintes", escreveu ele.
Como o Corinthians caiu ante o Tolima, tem atuado desde o início do ano apenas no Estadual. Correu ainda o risco de ficar quase um mês parado, o que ocorreu com o Botafogo e que agora atinge também o Fluminense.
Todos os melhores clubes do Brasileiro caíram precocemente na Libertadores. O único time do país que resta, o Santos, entrou no torneio como campeão da Copa do Brasil, disputa que hoje não pode ter bicampeão genuíno.
A CBF, além de atender o desejo de clubes com a mudança, entende que a sua competição ficaria valorizada com mais equipes, o que agradaria patrocinadores (a Copa do Brasil tem seu nome atrelado à montadora Kia) e também emissoras de TV.
Na Europa, as copas nacionais tradicionalmente abrigam todos os clubes, inclusive os que atuam em disputas internacionais. Nos anos 90, a CBF permitia que uma equipe do país competisse na Copa do Brasil e na Libertadores de forma simultânea.
Helton Verão/Folha Online
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