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Santos supera tensão, se vinga e mantém Brasil na Libertadores

19 maio 2011 - 13h01

Muita tensão, mas a vaga assegurada nas semifinais. Diante de um competitivo Once Caldas, o Santos ficou no empate em 1 a 1 nesta quarta-feira e correu riscos, mas avançou na Copa Libertadores. Sob a presença de mais de 33 mil torcedores no Pacaembu, os santistas se vingaram de 2004, quando foram eliminados pela mesma equipe colombiana também na fase de quartas de final.

O personagem foi novamente Neymar, que marcou o gol santista, teve certa responsabilidade no gol do Once Caldas e, apesar de uma grande atuação, desperdiçou também pênalti sofrido por ele próprio. Ainda assim, foi o principal responsável por fazer o Santos sonhar na Libertadores ao sacar os colombianos. No confronto de ida, foi dele a assistência para gol feito por Alan Patrick no triunfo por 1 a 0.

Por um lugar na decisão, o Santos aguarda o vencedor do duelo entre Jaguares, do México, e Cerro Porteño, do Paraguai. Os dois se enfrentam nesta quinta-feira e os paraguaios carregam a vantagem de um empate por 1 a 1 conquistado fora de casa. Se der Jaguares, os santistas atravessam a América para jogar em território mexicano já na quarta que vem.

Resistente à tensão da partida, o Santos também permanece como o único representante do Brasil na Copa Libertadores. Apesar da vaga confirmada, os santistas tiveram de jogar com disposição e conseguiram a classificação por triunfo de 2 a 1 no placar agregado.

Primeiro tempo: Santos abre vantagem e permite empate

Só três dias se passaram desde o título paulista, e lá foi o Santos a campo mais uma vez. Muricy Ramalho preservou a escalação que superou o Corinthians no último domingo, apenas trazendo Danilo, que cumpriu suspensão, de volta aos titulares. Machucado, Jonathan foi o desfalque ao lado de Paulo Henrique Ganso - ambos com problemas musculares.

Do lado colombiano, Juan Carlos Osorio fez três trocas na equipe que, há uma semana, perdeu dentro de seus domínios para o Santos. À frente da linha defensiva formada pelos laterais Palacios e Cuero, além dos zagueiros Amaya e Henriquez, um meio-campo marcador e com criatividade.Salvo Mejía, o volante mais recuado, Carbonero e Nuñez ajudavam no ataque a todo momento, o que equilibrou as ações no Pacaembu. Na ponta direita, Dayro Moreno prendeu Léo na defesa, enquanto Rentería incomodava os zagueiros santistas a todo momento. Técnico, Mirabaje era o homem da lucidez.

Dessa forma, o primeiro tempo foi mais complicado do que se anunciava para o Santos. Lição que a fase de oitavas da final da Libertadores já deixara para quatro clubes brasileiros desclassificados: Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro, despachado pelo mesmo Once Caldas. Firme longe da Colômbia, a equipe campeã em 2004 repetiu sua proposta no Pacaembu.

As coisas até pareciam andar bem para o Santos, que com 11min encontrou seu gol. Danilo abriu caminho pela direita e, após uma disputa em frente da área, a bola morreu nos pés de Neymar. Atento, ele soltou um canudo de pé direito e marcou pela quarta vez na Copa Libertadores.Com dois gols de vantagem no placar agregado, o Santos parecia senhor da partida contra um adversário inofensivo até então. Com 23min, Alan Patrick sentiu lesão e precisou deixar o gramado. Muricy Ramalho preferiu agir de forma cautelosa, acionando Pará. Assim, Danilo foi preencher o meio e Elano virou o homem da ligação. Os santistas murcharam.

Sobretudo porque aos 29min o Once Caldas empataria. No meio-campo, Neymar tentou drible de efeito e desperdiçou um passe para Arouca. Na volta para recuperar a bola, Neymar cometeu a falta que resultaria em gol colombiano. Cuero cobrou falta da esquerda, Mirabaje desviou e Rentería empurrou para dentro.

O empate equilibrou a partida, que ficou ao gosto da equipe colombiana. Mesmo com poucas oportunidades, o Once Caldas se mostrou atento ao jogo e disposto a medir forças com o Santos no Pacaembu. Apreensiva, a equipe da casa perdeu volume, mas chegou graças à qualidade de seus homens de frente. Pelo centro, Elano achou Neymar livre na direita. Zé Eduardo recebeu o passe na pequena área, mas não alcançou.

Segundo tempo: Jogo tenso e vaga santista

Um caminhão de chances desperdiçadas, sobretudo por Zé Eduardo, marcou o reinício da partida. O Santos se encheu de atitude para tranquilizar o caminho às semifinais e motivou o bom público presente no Pacaembu. Sò faltou o gol para melhorar o ambiente.

Com 2min, Zé Eduardo recebeu de Elano e teve tempo de sobra para analisar a melhor decisão diante do goleiro. Em má fase, chutou por cima e revoltou a torcida santista. O gol da tranquilidade poderia ter saído logo em seguida, com Elano recolhendo bola solta e, em sua finalização firme, exigindo boa defesa de Luis Martínez. No rebote, Zé Eduardo errou a bola. O jejum de 12 jogos sem marcar parecia pesar sobre o camisa 20, negociado com o Genoa.

Em cima, o Santos ainda viu Neymar chegar livre diante do goleiro, mas a jogada foi anulada por impedimento. Com 9min, o Once Caldas mostrou que estava atento à partida. Lançado, Carbonero ajeitou e Mirabaje desperdiçou. Aos poucos, toda a pressão do início da etapa final diminuiu, com os colombianos avançando suas linhas. Com o contragolpe à disposição, Elano recebeu na entrada da área e bateu para fora.

Nessa altura, o Santos já não tinha mais Zé Eduardo, que deixou o campo lesionado para a entrada de Keirrison. O jogo seguiu de forma agitada, mas sem ocasiões importantes de ambas as partes.

Neymar é que criou, e desperdiçou, a melhor oportunidade dos santistas no segundo tempo. Na grande área, fez bonita jogada individual e acabou derrubado. Elano, cobrador oficial de pênaltis, pediu a bola, mas Neymar quis cobrar. Diante de Luis Martínez, chutou mal e foi parado. Apesar da frustração, o Santos resistiu e controlou bem o jogo, arrancando gritos de tricampeão após o apito final.


 


Karla Lyara/Fonte:Terra

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