Os quatro prédios da antiga fábrica da cervejaria Brahma, no centro do Rio de Janeiro, foram implodidos por volta das 8h deste domingo (5). A ação faz parte do projeto de ampliação das arquibancadas do sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Por causa da implosão, que durou 30 segundos, 12 ruas e avenidas no entorno da passarela do samba foram interditadas às 6h30 e devem reabrir às 14h.
Sinais sonoros foram acionados para alertar a população local sobre os preparativos e o início da implosão.
Os técnicos da Defesa Civil e funcionários da Prefeitura do Rio fazem o trabalho de inspeção, varredura e isolamento do entorno do sambódromo.
Cerca 12 equipes da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), totalizando 40 homens, fazem a limpeza da área com o apoio de um caminhão pipa.
A obra
A demolição da antiga fábrica da Brahma faz parte do projeto de ampliação do sambódromo e dará lugar a novas arquibancadas e camarotes. Custeada pela Ambev, a intervenção vai resgatar o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, que previa um equilíbrio entre os dois lados da Marquês de Sapucaí. Além disso, a reforma atende também ao compromisso da cidade com os Jogos Olímpicos de 2016 e prevê adaptações para a realização das provas de maratona (chegada) e tiro com arco.
A obra inclui a demolição do antigo prédio da Brahma e do setor 2 (camarotes) para dar lugar a quatro novos blocos com arquibancadas, camarotes e frisas similares aos existentes do outro lado da Passarela do Samba. Com a ampliação, a capacidade de público do Sambódromo vai subir de 60 mil para 77.688 pessoas.
Cada novo bloco construído terá uma arquibancada para 2.880 pessoas, 48 camarotes para 576 pessoas e frisas, no térreo de cada bloco, com capacidade para 1.194 expectadores. Serão construídos também quatro blocos intermediários, cada um com 5 camarotes para 60 pessoas. Na obra estão previstos ainda a construção de acessos para portadores de deficiências, postos médicos, sala de segurança, áreas de serviço e um espaço para os jurados.
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