Durou 15 horas a reconstituição da operação da Polícia Militar que resultou na morte de Juan de Moraes, 11 anos, no dia 20 de junho, na comunidade Danon, em Nova Iguaçu. Peritos, delegados e agentes da Secretaria de Segurança Pública chegaram na manhã de sexta-feira e só deixaram o local da tragédia às 2h de ontem. Após o trabalho, o lugar onde Juan morreu recebeu até visitantes.
Sem se comunicar entre si, os quatro PMs diretamente envolvidos na ação e outros três do 20º BPM (Mesquita), que estavam próximo ao local, fizeram separadamente a reprodução simulada. Satisfeito com o trabalho, o diretor do Departamento-Geral de Polícia Técnica, delegado Sérgio Henriques, disse que o laudo fica pronto em 30 dias. “Preciso do resultado de outros exames e dados que a delegacia passará”, disse.
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, deputado Marcelo Freixo (Psol), elogiou a portaria que muda a conduta da Polícia Civil para dificultar casos em que policiais atribuem mortes em ações a confronto com bandidos. Delegados cumprirão exigências antes de registrar autos de resistência. Corregedoria da PM também planeja adotar medidas. O advogado dos PMs, Edson Ferreira, disse que vai pedir detalhes sobre o inquérito à Delegacia de Homicídios da Baixada.
Ceyd Moreles/Fonte: O Dia Online
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