Representantes dos Comitês Cívicos de Arroyo Concépcion; Puerto Quijarro e Puerto Suárez bloquearam na madrugada desta quara-feira (14) o tráfego de veículos ao lado boliviano da fronteira. A informação é que o trecho está fechado por tempo indeterminado. Somente pedestres cruzam a linha fronteiriça.
O presidente do Comitê Cívico de Arroyo Concépcion, Jaime Algarañaz, explicou que a mobilização é um desdobramento de ação similar que aconteceu no dia 17 de agosto, quando os manifestantes solicitavam a negociação com o Governo - daquele país- a fim de extinguir multas e a redução da taxa de impostos alfandegários no processo de nacionalização de veículos sem documento. Naquela ocasião, a fronteira permaneceu fechada por trinta e nove horas.
"Seguimos com o mesmo teor de reivindicação. Nosso pedido é que baixem os valores de taxas e das multas para nacionalizar os veículos.Já havíamos nos manifestado anteriormente, o Governo está muito fechado, não há diálogo e não tivemos resultados", disse o presidente do Comitê Cívico. Segundo ele, participam do chamado "Paro Cívico" os departamentos (estados) Cochabamba; Oruro; La Paz; Santa Cruz e Beni.
A manifestação bloqueou as principais vias de ligação da Província de Germán Busch com o restante do país. "Fechamos estradas de ferro; a carretera (rodovia) para Santa Cruz está fechada. Não há por onde viajar, bloqueamos pontos estratégicos e aqui na fronteira. Fechamos aduanas e bancos para não ter como o Governo arrecadar. As instituições públicas e bancos estão fechados. Não há veículos circulando e pedimos que nos apóiem. É um problema social, porque não temos dinheiro para nacionalizar os veículos, as multas são muito caras", finalizou o líder cívico.
Karla Lyara/Com informações do Diário Online
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