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Importação de gado pode evitar demissões

6 outubro 2011 - 11h43 Por Markito

No Brasil 40 dos 90 frigoríficos aptos para exportar estão fechados, muitos deles por falta de matéria prima. Apesar de Mato Grosso do Sul entrar agora no período de engorda bovina, o governo deveria facilitar a importação de boi em pé da Bolívia, já que o comércio com o Paraguai está inviável devido aos focos de febre aftosa detectados nesse país vizinho. A sugestão é de Rinaldo de Souza Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região – STIAA-CG e tem por objetivo, segundo ele, suprir as indústrias do Estado e evitar possíveis demissões no setor.

“Apesar das chuvas no Estado, que estão fortalecendo as pastagens, a engorda do gado para abate ainda vai demorar um pouco. Por isso sugerimos às autoridades para que facilitem a importação de gado da Bolívia para que os nossos frigoríficos supram o mercado interno e cumpram com seus compromissos com o mercado externo”, explica o sindicalista que pretende encaminhar ofício às autoridades sanitárias e ao próprio Governo de Mato Grosso do Sul e ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho. Para o sindicalista é preciso se antecipar aos possíveis problemas que o Estado e o País podem atravessar em áreas como esta.

Conforme divulgação do sindicato, se o Paraguai está com problemas de aftosa, é preciso tomar todos os cuidados necessários para impedir a entrada de animais doentes no Brasil e, ao mesmo tempo, pensar nos compromissos com o mercado interno e externo.

A preocupação do sindicato é com novas demissões caso os frigoríficos não cumpram com seus compromissos de exportação. Outra preocupação do presidente do sindicato de trabalhadores é com o fechamento de 40 dos 90 frigoríficos brasileiros que estavam aptos para comercializar com o mercado externo.

“Hoje, no Brasil, somente 50 frigoríficos estão trabalhando a todo vapor. Alguns desses que estão fechados estão em Mato Grosso do Sul. Não podemos permitir que industrias com potencial para empregar e gerar divisas fiquem assim, fechados, às moscas”, diz Rinaldo.

O sindicalista informou que essa é uma preocupação constante também da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins – CNTA Afins, Artur Bueno. “Em Brasília, nossa confederação tem brigado bastante para que esses outros 40 frigoríficos entrem em operação logo. Mesmo que por intermédio de outros proprietários”, ressalta Rinaldo.

Ceyd Moreles

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