A São Paulo Turismo (SPTuris), empresa da Prefeitura de São Paulo que organiza o carnaval, se reúne com a diretoria da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, para decidir qual punição será aplicada para a Império de Casa Verde e Gaviões da Fiel, após a confusão da apuração do Carnaval na tarde de terça-feira. Serão analisados o Regulamento oficial e contratos entre as escolas e a Prefeitura de São Paulo, que repassou R$ 27 milhões neste ano para a realização do evento. O desfile das campeãs está mantido para sexta-feira.
O contrato entre a Prefeitura e a Liga prevê advertência e multas em caso de descumprimento de regras. Já o Regulamento da Liga deixa claro que qualquer membro ou dirigente com comportamento inadequado, seja no desfile ou na apuração, terá a escola eliminada do concurso e será expulso. Mas a Liga ainda não se pronunciou sobre a penalidade.
A polícia vai abrir inquérito para saber se dirigentes de escolas de samba combinaram o tumulto durante a apuração. Houve tumulto, quebra-quebra, carro alegórico incendiado e duas pessos presas. A Império de Casa Verde e a Gaviões da Fiel negam, no entanto, que os dois presos sejam diretores. Ambos tinham credencial de acesso livre, que são fornecidas pela Liga, para ficar na pista do Sambódromo.
Um dos detidos disse à polícia que houve um acordo de cavalheiros para que se "melasse" a apuração e nenhuma escola fosse rebaixada, já que foi feita uma troca de jurado sem comunicação prévia a todos os presidentes.
- Se constatado isso, vamos apurar a responsabilidade de cada um - afirmou o delegado Luis Fernando Saab, da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur).
Esse clima já estava antes da apuração. Aqui, estourou - disse Antonio Carlos Tadeu, o mestre Tadeu.
Tatyane Soares/Fonte: O Globo
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