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18 junho 2012 - 05h43 Por Fonte: Fiems

Participante das discussões sobre a sustentabilidade durante a Rio+20, conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada na cidade do Rio de Janeiro-RJ, o presidente do Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente da Fiems (Coema)

Isaías Bernardini, ressaltou o envolvimento dos representantes da indústria brasileira nos debates sobre produção sustentável. Ao término dos trabalhos realizados na semana passada, ele destacou o comprometimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em identificar metas e construir indicadores sociais e de conservação ambiental, fazer investimentos na educação e na capacitação profissional, disseminar novas tecnologias e processos, além de articular com atores domésticos e internacionais medidas de melhorias para o meio ambiente no mundo. Isaías Bernardini também salientou a importância de um representante da Federação das Indústrias do Estado acompanhar o evento e participar das discussões. “Podemos observar que as ações estão alinhadas, que há convergência dos ideais em busca de um desenvolvimento aliado a sustentabilidade. Nosso papel, enquanto Conselho, visa também o desenvolvimento de propostas de políticas e estímulo de práticas voltadas para a ecoeficiência como a redução de gases”, disse.

O presidente do Coema da Fiems destaca que a CNI apresentou ações de práticas sustentáveis feitas por 16 associações industriais nos últimos 20 anos. “Desde a Eco-92, a indústria brasileira busca alternativas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa, reciclando, usando insumos renováveis, reaproveitando a água. No documento, entregue pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no seminário Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, constam as informações dos 16 segmentos do setor”, disse, referindo-se ao seminário que reuniu cerca de 800 empresários no Hotel Sofitel, em Copacabana.

No documento divulgado pela CNI, 97,6% das embalagens de alumínio são recicladas no país, um dos mais altos índices do mundo, e que a celulose e o papel produzidos no Brasil provêm integralmente de florestas plantadas, enquanto a indústria química reduziu em 47% suas emissões de CO² em dez anos. A geladeira fabricada atualmente no país consome 60% menos energia do que há uma década e cada automóvel usa 30% menos água no processo de produção. A sardinha enlatada brasileira é certificada internacionalmente em critérios da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para preservação da biodiversidade marinha.

O presidente da CNI ainda propôs ao governo desonerações tributárias para a produção que preserve o meio ambiente. “É importante que o sistema tributário considere a dimensão ambiental da atuação das empresas, com um corte de impostos mais agressivo para quem utilizar os recursos naturais de maneira eficiente e adotar modelos sustentáveis de produção”, sugeriu. Na sua visão, a transição brasileira para um modelo de produção mais sustentável “pressupõe custos e riscos, que devem ser minimizados por políticas públicas amplas de apoio às empresas”.

Robson Braga de Andrade afirmou ainda que a preocupação da indústria brasileira com a preservação ambiental, comprovada no documento divulgado no Encontro da Indústria para Sustentabilidade, não é prática de marketing. “As indústrias brasileiras não tratam da sustentabilidade como uma manifestação de boas intenções. Cada vez mais, incorporam seus princípios nos planos de negócios. Hoje, sustentabilidade e a necessidade de aumento da competitividade andam de mãos dadas”, assinalou.

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