Em greve desde o dia 25 do mês passado, os servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ainda não conseguiram ser ouvidos pelo Governo federal para negociar as principais reivindicações da categoria.
O servidor de carreira do órgão, Carlos Guedes de Guedes, assumiu nesta terça-feira (24) a presidência do Instituto com a missão inicial de equacionar a conta orçamentária disputada pela cobrança dos funcionários paralisados, que querem o reconhecimento das reivindicações salariais e de melhorias da carreira, e pelas exigências dos movimentos sociais por maior celeridade na política de reforma agrária no país.
Apesar de reconhecer a limitação do novo presidente do Incra ante o cenário de greve, o próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, manteve o tom de cobrança pela agilidade na obtenção de terras e, também, na regularização fundiária e na qualificação dos assentamentos. De 2011 a março deste ano, o Incra assentou 22 mil famílias no país.
Mais da metade das famílias foram assentadas no Norte e Nordeste do país, regiões que recebem prioridade do governo federal por concentrarem os maiores bolsões de miséria no campo. Na região Norte, foram assentadas 10,4 mil famílias, enquanto 6 mil foram beneficiadas no Nordeste. Carlos informou, ao assumir, que vai discutir as demandas estruturais dos servidores em reunião com o comando de greve marcada para esta semana.
O economista reconheceu a competência técnica dos servidores do Incra e destacou a importância que o órgão pode assumir na erradicação da miséria no país, principalmente por sua capilaridade em todas as regiões brasileiras.
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