Em trabalho desde o último sábado (18), a Operação Ágata, em sua 7ª edição traz como principal diferencial este ano, a operação em toda a fronteira terrestre do Brasil, já que nos anos anteriores as equipes envolvidas realizaram a fiscalização em pontos específicos que fazem divisa com o país. Auxiliar o trabalho na fronteira e intensificar o combate ao crime organizado, na região sul, oeste e Amazônia, é o propósito da operação, além de combater o ilícito transnacional. Essas e outras informações e um balando parcial foi divulgado na manha desta quinta, em entrevista coletiva.
Segundo o General de Exército, João Francisco Ferreira, a operação contém três comandos, cada um atuando na sua parte de fronteira, sul, oeste e Amazônia, cobrindo toda a fronteira terrestre do Brasil. “O propósito exato das operações ágata se resume em intensificar a presença do estado brasileiro na faixa de fronteira. E com esta presença, que é intensificada, nós estamos auxiliando no combate ao crime que ocorre”, disse.
“Com o número expressivo de militares que colocamos nas faixas de fronteira e integrantes de órgãos de segurança pública e agência, sem duvida ocorre uma retração do ilícito, por que aquele que comete o ilícito procura sempre evitar qualquer dificuldade para atingir o seu objetivo. O que já foi realizado até agora é muito bom e estamos atingindo o nosso objetivo que é combater o ilícito transnacional”, relata o General.
Em relação ao tempo de duração da operação, o General contou que é mantido sigilo para não atrapalhar nas apreensões. “Nós procuramos sempre manter um sigilo quanto ao início da operação, de modo que só quando ela é realmente iniciada e que chega ao conhecimento do publico. A duração dela é um dado que pode variar, não recebemos uma determinação para conduzir até tal data, conduzindo as operações e vamos permanecer nas áreas fronteiriças até o momento em que o Ministério da Defesa e indicação do Ministério da Justiça considere que o objetivo naquele momento já foi atingido e com isso nos transmitem a ordem de encerrar a operação, enfatizou.
Até o momento, no decorrer das ações, que se realizam em pontos estratégicos localizados ao longo dos cerca de 2.500 quilômetros de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, com os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foram revistados 3.594 veículos e inspecinadas 149 embarcações, além de serem apreendidos 70kg de maconha, 18kg de cocaína e 3 kg de pasta base de cocaína.
Simultaneamente ao todo este trabalho, uma das ações da Operação Ágata 7 também é realizar a ação cívico social, que ocorre praticamente em toda a operação conduzida pelas forças armadas, como atendimento médico, odontológico e hospitalar. “Paralelamente já procuramos levar àquelas populações que às vezes são carentes de algum tipo de atendimento, principalmente na área de saúde ou outros apoios necessários. Esta parte é feita por uma parcela das tropas empregadas que não estão naquele momento executando a operação repressiva, ostensiva ou preventiva de fiscalização e uma cosia não prejudica absolutamente nada a outra. Neste final de semana, por exemplo, levaremos uma ação cívico social a Porto Murtinho”, relatou o General.
De acordo ainda com o General não há possibilidade de manter o ano todo esta operação, pelo grande efetivo de militares envolvidos nos trabalhos, mas que há outras operação que são realizadas no decorrer do ano e com a mesma finalidade e objetivo.
Ele finalizou falando sobre o envolvimento de profissionais especializados em energia nuclear. “Este envolvimento é com o intuito de que evitar que algum produto desta natureza, aqui do Brasil, seja levado para o exterior. Esta presença da Comissão Nacional de Energia Nuclear aqui neste ano, também é uma possibilidade que nós temos que ficar atentos se algum item radiológico seja trazido para o Brasil na época desses grandes eventos que nós teremos pela frente, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas”, destacou.
“Esta precaução é muito importante, por que nós sabemos que nenhum país, por mais pacifico que seja o Brasil, nós não temos inimigo, não temos até o momento, grandes ameaças de terrorismo, mas não podemos nunca descartar essa possibilidade. Desta forma a presença de profissionais desta área é para nós testarmos a nossa capacidade de detecção para apreensão de um possível produto que possa sair ou entrar no Brasil, encerrou o General.