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Junho; mês marcado por três conhecidos santos católicos e seus simbolismos

9 junho 2013 - 04h00 Por Mariana Anjos

Neste mês de junho, são celebradas e comemoradas a vida e história de três santos católicos muito conhecidos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Estes trazem com muita tradição, crenças, pedido, alem de festas em comemoração a data que se remete a eles. Santo Antônio é sempre lembrado por ser o santo casamenteiro; São João pelas festas caipiras (juninas) e São Pedro pelo fato de se julgar indigno de estar ao lado de Cristo.

Santo Antônio, celebrado em 13 de Junho. Antônio, também chamado Fernando, nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, em uma família rica. Ainda moço, em 1231 faleceu em Pádua na Itália. Aos 15 anos entrou para o Convento de Santa Cruz de Coimbra. Foi admitido na ordem dos irmãos menores de São Francisco, onde ordenou-se sacerdote.

Logo depois partiu para missões contra os infiéis, no Marrocos. Lecionou teologia nas universidades italianas de Bolonha e Pádua e nas universidades francesas de Toulouse, Mont-Pellier e Puen-en-Velay, adquirindo reputação de orador sacro. Descoberto o seu dom de orador, passou a pregar a palavra de Deus.

Dentro da Ordem Franciscana, liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior. Entre seus escritos, figura uma coleção de sermões para domingos e dias santificados a igreja Romana. Foi canonizado pelo papa Gregório IX em 30 de maio de 1232. É o patrono de Portugal e de Pádua. É atribuída a ele a frase: “Cessem as palavras, falem as obras”.

Os portugueses Católicos levaram para o Brasil, a devoção de Santo Antônio. A devoção à Santo Antônio de Lisboa, foi introduzida em Pernambuco em 1550. O santo familiar, o desvendador de pedidos e protetor de casamento. Em Portugal, aparece também, como o protetor dos taverneiros e dos varejistas em geral.

São João, celebrado em 24 de Junho. Não podemos confundir João; o Batista, com João; o Evangelista, autor do quarto evangelho, Apocalipse e das 3 cartas que levam o seu nome. O Evangelista era filho de Maria e de Zebedeu, o Batista era filho de Isabel e Zacarias. Seu nascimento e missão foram anunciados pelo Anjo Gabriel.

Filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus, nasceu na cidade de Judá. Na circuncisão recebeu, por inspiração divina, o nome de João. Era seis meses mais velho que Jesus, mas iniciou sua pregação pública, à beira do rio Jordão, alguns anos antes de Cristo dar início à sua própria missão. Chamaram-no Batista pela importância que, em seu ministério, emprestou ao batismo. E também o precursor porque pregou antes de Cristo, anunciando-o.

Segundo os evangelhos, João alertava o povo para aproximação da vinda do Messias e insistia na pregação de arrependimento para essa vinda. Praticava o ritual de purificação que era o batismo por imersão nas águas, significando mudança interior de vida. Sua missão termina com o encarceramento na fortaleza de Maquerunte, onde foi degolado por ordem de Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé. Sua figura está ligada ao sacramento do batismo. Dos três santos festejados no mês de junho pela igreja Romana, João teve o poder de dar ao mês seu nome e qualificar de “juninas”, as festas realizadas no decorrer dos seus trinta dias.

São Pedro, celebrado em 29 de Junho. Pedro, nasceu na Galiléia, onde exerceu o ofício de pescador em sociedade com seu irmão André. Sempre em evidência nos evangelhos, Pedro, um dos doze apóstolos de Cristo, também é conhecido por Simão, Simão Pedro e Simão Barjona, filho de João ou Jonas.

Sabe-se que foi casado porque viveu com a sogra em Cafarnaum. Jesus, certa vez, viu as margens do lago Genesaré aquele rude pescador queimado do sol, de mãos calejadas e grosseiras, e lhe disse: – “Segue-me e farei de ti um pescador de homens.” Apesar da negação de Jesus, Pedro deixou um grande legado ao Cristianismo.

De acordo com a narrativa evangélica, era espontâneo, leal e generoso, de iniciativas ardentes e raciocínio rápido, ao mesmo tempo em que era precipitado e um tanto medroso. Pedro reconheceu a Divindade de Jesus, junto aos apóstolos, mas, depois O negou três vezes.

É incontestável sua liderança no início da vida cristã. Tanto é assim que é mencionado 23 vezes no evangelho de Marcos, 24 no de Mateus, que o exalta mais do que qualquer outro, 27 no de Lucas; e 39 no de João. No Novo Testamento é citado 182 vezes.

Quando chefe da comunidade cristã em Jerusalém, após a morte de Cristo, Pedro foi preso algumas vezes. Em 67 d.C, o apóstolo Pedro foi arrastado ao tribunal militar, ouviram a enumeração de seus crimes e foi condenado. Pedro foi arrastado, e sua cruz à frente, para um lugar no alto de uma colina em Roma, e de acordo com a tradição Católica, foi onde está a Basílica de São Pedro no Vaticano, ali pregado na cruz. Persiste a tradição de que foi crucificado, a seu pedido, de cabeça para baixo, sob a alegação de que era indigno de morrer como Cristo morreu.

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