A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou por unanimidade o pedido de liberdade do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo cárcere e morte da modelo e sua ex-amante Eliza Samudio.
O advogado do atleta, Lúcio Adolfo, pediu que seu cliente cumprisse sua pena em prisão domiciliar, por entender que ele tem bons antecedentes. A defesa de Bruno argumentou ainda que ele poderia sair para trabalhar durante o dia, o que também não foi aceito pelos ministros.
De acordo com o ministro Teori Zavascki, que é o relator do habeas-corpus, sua opção por manter Bruno preso é por entender que o crime aconteceu com “detalhes sórdidos”, que “geram perplexidade e intranquilizam a sociedade” e que “ultrapassa os limites da crueldade”. Os ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes também seguiram o mesmo entendimento.
Para o subprocurador-geral da República, Francisco Sanseverino, dar a liberdade para Bruno agora seria colocar o sistema em “descrédito”. Ele também avaliou o pedido e disse que o ex-atleta não pode ser solto agora por ter cometido um “crime gravíssimo que ultrapassa os limites da crueldade”.
O defensor do arqueiro, entretanto, argumentou que Bruno tem filhos para criar e ressaltou que ele é réu primário, tem bons antecedentes e que colocá-lo em prisão domiciliar não levaria nenhum risco à ordem pública. Todos os pedidos foram negados.
Inusitado
Antes que o pedido de liberdade ao goleiro Bruno Fernandes fosse julgado, uma disputa diferente ocorreu. O advogado Rui Pimenta, que protocolou o habeas-corpus em dezembro de 2011, mas foi destituído pelo goleiro em novembro de 2012, tentou seguir na defesa do atleta.
Segundo Pimenta, como ele iniciou o processo, tem que terminá-lo para ganhar seus honorários.
“Se for concedido, ele me paga compactuado. Se for negado, ele não me deve nada. Eu caminhei, caminhei, caminhei um ano e tanto, e na hora de colher os frutos, se for o caso, fico impedido?”, disse Pimenta, que afirmou que tinha um contrato com Bruno.
Os ministros, entretanto, decidiram que Adolfo falaria pelo goleiro, pois entenderam que Pimenta já foi destituído.
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