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240 toneladas de vagões acidentados são retirados da ferrovia

04 maio 2011 - 19h48

A Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) e a América Latina Logística (ALL) concluíram a retirada dos vagões acidentados que estavam próximos aos trilhos que passam pelo município de Nova Laranjeiras, na região central do Estado.Segundo o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro “a operação envolveu a remoção de cerca de 240 toneladas de equipamentos do local”.


Para a tarefa foram utilizados dois guindastes de 50 e de 70 toneladas de capacidade, respectivamente, um caminhão munck para 20 toneladas e uma escavadeira hidráulica. Ao todo, foram retirados doze vagões. Somente a Ferroeste teve que investir cerca de R$ 100 mil na operação realizada em conjunto com a ALL.Os trabalhos duraram vários dias e contaram também com a ajuda de um trem de serviço, com duas locomotivas, uma da ALL e outra da Ferroeste, vagões plataforma e vagão de alojamento para os funcionários em atividade no trecho, que fica no distrito de Erveira, há 18 quilômetros da sede de Nova Laranjeiras. 


Depois da remoção dos equipamentos avariados, os técnicos da Ferroeste e da ALL acharam uma solução para facilitar o seu transporte: os vagões, tracionados por uma locomotiva, estão rodando, a baixa velocidade, sobre as próprias rodas, exceto um deles, que pelas péssimas condições está sendo levado pelo vagão plataforma. Os vagões estão sendo levados pela dona dos equipamentos, a ALL, para as suas oficinas, em Ponta Grossa, a fim de serem recuperados.


Nesta operação em parceria entre Ferroeste e a ALL trabalharam vinte e cinco pessoas, envolvendo pessoal de via permanente, mecânicos, motoristas e maquinistas, entre outros. “Foi um trabalho que exigiu perícia e agilidade dos técnicos para que tudo corresse dentro das normas de segurança mais estritas”, observou o presidente da estatal paranaense. 


A Ferroeste já havia afastado as sucatas acidentadas, em março, de alguns pontos críticos da estrada, onde causavam transtornos ao tráfego de veículos. Antes da remoção final, técnicos da empresa, em conjunto com o pessoal da Coordenação Mecânica da ALL, fizeram um levantamento da situação, que agora foi resolvida. “A operação aconteceu dentro do prazo anunciado por nós, em finais de março”, disse o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro.


Segundo ele, a liberação definitiva do trecho, graças a remoção dos vagões acidentados, permitirá à empresa recolocar a linha em seu traçado original. Depois do sinistro, a Ferroeste foi obrigada a alterar o traçado dos trilhos, explica, fazendo com que os trens circulassem com velocidade máxima de dez quilômetros por hora. A previsão dos técnicos da empresa é de que até o final de maio e início de junho, salvo imprevistos, os trilhos sejam transferidos para o seu leito original. Quando isso acontecer, as composições da Ferroeste vão poder voltar a desenvolver a velocidade normal para aquele trecho que é de aproximadamente 50 quilômetros horários. 


 


Fonte: Ferroeste

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