Nesta sexta-feira, 13 de maio é comemorada a Abolição da Escravatura. Depois de um período de três longos séculos, finalmente a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel no ano de 1888, colocando em liberdade milhões de escravos em todo o país. Só em Mato Grosso do Sul, atualmente a comunidade negra representa 42% da população, segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Se fizermos uma viagem pela história sabemos que após a abolição, porém, a vida dos homens, mulheres e crianças libertos não mudou. Com o preconceito encravado na sociedade patriarcal brasileira, eles não conseguiam emprego e foi difícil adaptar-se a uma vida longe das fazendas de café.
Mesmo na contemporaneidade a luta ainda continua
“Nós negros não temos muito o que comemorarmos. Um negro ainda apanha em Loja, como acontece aqui em Campo Grande. Ocupa os sub-empregos nos diversos setores e o principal, ainda sofremos muita discriminação”, o desabafo é da coordenadora de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul (Cppir/MS), Raimunda Luzia de Brito.
Segundo ela, o único caminho para acabar com a desigualdade é a educação. “Estudar é o caminho para buscar o respeito”, disse.
Percorrer o caminho e conseguir o respeito. Basta lembrarmos que os americanos, que antes eram segregacionistas, hoje são presididos por um negro chamando Barack Obama. Este é um fato auspicioso, principalmente porque nos Estados Unidos os negros não passam de 13% da população.
Esta conquista é um marco para a história da classe negra. O vice-presidente e fundador do Instituto Martin Luther King, Aleixo Paraguassu destaca que esta data (13 de Maio) serve para refletir e também aposta que a única maneira de reverter a discriminação é através da educação.
“Como militante negro é até difícil dizer, mas é preciso sair do comodismo, ser mais consciente e lutar por direitos e deveres. A situação pode ser melhorada a cada dia, com a ocupação de negros em espaços importantes da sociedade, representando a raça em áreas econômicas e políticas”, frisa Paraguassu. A contribuição da cultura africana está na nossa língua, música, moda, culinária e literatura, entre outras coisas. Somos hoje uma só cultura, formada por negros, brancos e índios.
Karla Lyara
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