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Morre o primeiro menino do Brasil que vivia com um coração artificial

11 maio 2011 - 16h07


Patrick Alves, de 10 anos, morreu quase um mês após receber órgão novo. Pai disse que ainda tem dúvidas sobre as causas da morte.

“É uma ferida que vai ficar até o dia em que o Pai me chamar para perto do meu filho. Ele foi muito guerreiro”. No dia seguinte da morte do menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, essas foram as palavras de Luis Claudio Alves, pai do menino, que há cerca de um mês passou por um transplante de coração no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Muito emocionado, Luis Cláudio disse que está sem palavras, porque foi “uma luta árdua e cansativa”. Segundo ele, entre as causas da morte estão choque cardíaco e insuficiência renal. Mas ele contou que ainda tem algumas dúvidas sobre as causas da morte de Patrick e aguarda uma nota do hospital.

Patrick foi a primeira criança do Brasil a viver com um coração artificial por cerca de 30 dias. O pai do menino lembrou que foram 58 dias de tentativa para solucionar o problema do filho. “O sofrimento é muito grande. Não tem dor que passe”, disse ele, que tem na lembrança a última imagem do filho, ainda acordado, entrando no centro cirúrgico para fazer o transplante.

Patrick faleceu por volta de 19h40. O corpo do menino será cremado na sexta-feira (13) no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio.

Em nota oficial divulgada na noite de terça-feira, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) informou que Patrick morreu de falência múltipla de órgãos, decorrente de uma infecção provocada por uma pneumonia. Mais cedo, o hospital divulgara um boletim médico que dizia que o paciente não respondia bem ao tratamento. Patrick foi submetido à cirurgia em 15 de abril.

Os médicos explicaram, nesta terça-feira, que Patrick estava em estado crítico e necessitava de suporte respiratório e renal. O menino piorou no último fim de semana. Em 29 de abril, os médicos chegaram a avaliar a possibilidade de reduzir a sedação no paciente, o que não aconteceu.

O diretor do INC, Marco Antonio Mattos, explica que Patrick sofria de uma doença genética chamada miocardiopatia restritiva. Desde então, ele teve dois coágulos no coração e o órgão acabou se deteriorando, após uma das cirurgias para a retirada do coágulo. O coração artificial poderia ficar no corpo da criança por até três meses.


 


Karla Lyara/Fonte:G1

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