Após um breve intervalo, começou em instantes a defesa do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado pela morte de Rogério Mendonça Pedra em 2009 após uma briga de trânsito.
A defesa de Agnaldo é feita pelo advogado Valdir Custódio, que faz seu pronunciamento com a tese de que as testemunhas também entraram em contradição. O julgamento deve continuar na parte da tarde, após intervalo para o almoço.
O jornalista afirmou que em nenhum momento sabia que tinha crianças no veículo, uma caminhonete conduzida por Aldemir Pedra Neto, tio de Rogerinho.
Mas o promotor Fernando Martins Zaupa em seu pronunciamento apresentou a perícia que comprova que dava para ver as crianças dentro do carro. Foi exibida uma reportagem televisiva transmitida no dia do crime com imagens da perícia, onde mostra que o vidro está quase transparente. Durante os autos da investigação, três testemunhas disseram que eram visíveis as crianças dentro da caminhonete. A acusação destacou que a única pessoa que disse que não dava pra ver foi Agnaldo.
O assistente e o Ministério Público usaram as gagueiras, a expressão corporal e nervosismo do réu como prova de que foi uma brutalidade e que ele se contradisse várias vezes. Também foi mencionado um caso anterior, onde prova o comportamento agressivo do jornalista. Em uma agência bancária, uma atendente pediu para que ele se retirasse da fila de idoso, e o mesmo fez um escândalo, chamou a funcionária de "vaca" e a ameaçou de morte.
“A verdade é alínea, a mentira é que oscila”, mencionou o promotor Zaupa.
A acusação também enfatizou a dor da família em passar o natal, por exemplo, sem Rogerinho e Agnaldo com os filhos.
Karla Lyara e Ana Maria Assis
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