Emoção e lágrimas marcaram o depoimento da mãe de Rogério Mendonça Pedra, Ariana Pedra, testemunha de acusação contra o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado pela morte do menino em 2009, na Capital.
Chorando, Ariana falou da falta que sente de Rogerinho e pediu justiça. Pessoas que acompanham o julgamento também se emocionaram e choraram. A mãe também citou que sua filha que estava no carro no dia do crime, hoje com 7 anos, ainda está abalada e fala da falta que sente do irmão.
O advogado de acusação, Ricardo Trad, disse para ela olhar para o júri e falar o que estava sentindo no momento. “Eu não desejo nem para o Agnaldo o que estou sentindo agora. De manhã seu filho pede uma árvore de natal e a noite ela está morto”, relatou.
Rogerinho foi atingido por um tiro após uma briga de trânsito envolvendo o seu tio Aldemir Pedra Neto e Agnaldo.
O avô do menino, presente no dia da briga de trânsito, disse hoje no julgamento, que o Agnaldo mencionou várias vezes que era “jornalista e tinha a polícia na mão” e que ele estava exaltado, efetuando não só um, mas vários disparos, atingindo inclusive seu queixo.
Acusado
O depoimento do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves foi marcado por diversas contradições. Primeiramente ele tinha dito que o vidro da caminhonete estava aberto, depois fechado, em seguida “meio” aberto e que viu um sinal de dentro do veículo falando que “ia matar ele”, por isso atirou. Ele alega que não sabia que tinham crianças no veículo.
O réu também se contradisse ao responder em qual momento municiou a arma. Pai de três filhos, nenhum menor, Agnaldo se defendeu dizendo que no momento da briga estava nervoso porque um dos filhos estava em uma cirurgia na hora do acidente.
Caso
Rogério Mendonça Pedra Neto, de 2 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão na trânsito na Capital. A discussão teria começado após o tio do menino, Aldemir Pedra Neto, ter “fechado” o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves. Os dois desceram do carro e discutiram, retornaram aos veículos e seguiram seus trajetos.
Quando chegaram ao cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Rui Barbosa, Agnaldo disparou quatro vezes contra o veículo. Rogerinho estava no banco de trás com a irmã, e o avô João Afonso Pedra, de 52 anos.
O menino chegou a ser socorrido, mas morreu na Santa Casa de Campo Grande, o avô levou um tiro no maxilar.
Karla Lyara e Ana Maria Assis
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Mãe de Rogerinho se emociona em depoimento (Foto: Ana Maria Assis)