O novo advogado do goleiro Bruno afirmou que vai entrar nesta terça-feira (27), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), com pedido de anulação do julgamento que condenou Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a 15 anos de prisão em regime fechado pela morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.
O júri popular, que se encerrou na madrugada do último sábado (24), no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, condenou também Fernanda Castro, outra ex-amante do goleiro, a cinco anos de prisão em regime aberto.
De acordo com Luiz Adolfo Silva, a defesa entendeu que foi cerceada no direito de assistir ao julgamento, levando-se em conta que o goleiro era corréu e parte interessada no processo. O jogador e mais dois réus (Dayanne de Souza e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola) tiveram o julgamento desmembrado e serão levados a júri popular em março do ano que vem.
Advogado de Bola
O advogado Ércio Quaresma, um dos que defendem o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afirmou que não esperou o fim do julgamento para também pedir a sua nulidade. “Desde quinta-feira passada (22) já está no Tribunal o pedido de anulação daquele júri”, afirmou.
Segundo ele, além de um suposto cerceamento da defesa que teria sido feito pela juíza Marixa Rodrigues, a magistrada, no entendimento dele, teria de ter nomeado um advogado dativo (nomeado pelo juiz quando o réu não tem condições de ter um) para ele acompanhar o julgamento visando aos interesses do ex-policial no processo.
Os três advogados que defendem Bola abandonaram o plenário, ainda na segunda-feira (19), dia do início do julgamento do ex-policial e mais quatro réus, alegando que o tempo dado pela juíza para as alegações preliminares da defesa dos réus (20 minutos) era insuficiente.
“Ela declarou o Bola indefeso e não nomeou um advogado dativo para ele”, afirmou Quaresma.
A assessoria do TJ afirmou que, mesmo não tendo sido os clientes julgados nessa fase do processo, os advogados dos demais réus podem pedir a nulidade do julgamento caso entendam que isso seja apropriado.
A advogada Carla Silene, que representa Fernanda Castro, informou, logo após o término do julgamento, que iria recorrer da decisão porque afirmou não querer que a cliente tenha antecedentes criminais na sua ficha.
Julgamento em 2013
Em 4 de março de 2013, serão julgados, além de Bola, que responderá pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, o goleiro Bruno Souza (que responderá pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver) e sua ex-mulher Dayanne de Souza, que responde pelos crimes de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio.
Os réus Elenílson Vítor da Silva, ex-caseiro do sítio que pertenceu ao goleiro, em Esmeraldas (MG), e Wemerson Marques de Souza, amigo do atleta, vão a julgamento, mas ainda sem data definida. Eles serão julgados por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.
Silva, Souza e Dayanne respondem ao processo em liberdade. Eles foram pronunciados ao júri popular porque a juíza entendeu que os crimes atribuídos a eles foram conexos ao do homicídio.
O goleiro Bruno está preso na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG). Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, está confinado no presídio Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.
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