Às vésperas da reconstituição do desaparecimento do menino Joaquim Ponte Marques, encontrado morto no Rio Pardo, em Barretos (SP), há 9 dias, cercas de arame com farpas foram instaladas nos muros e sobre o portão da casa onde o garoto morava com a mãe, a psicóloga Natália Ponte, e o padrasto, o técnico em TI Guilherme Longo. A medida foi tomada pela família porque pessoas estariam invadido o local e lâmpadas teriam sido furtadas. O imóvel pertence ao pai do padrasto, Dimas Longo.
Joaquim desapareceu de dentro de casa, no bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto(SP), na madrugada de 5 de novembro. O corpo foi encontrado cinco dias depois, boiando no Rio Pardo. Ele foi enterrado na segunda-feira (11), em São Joaquim da Barra (SP). A mãe e o padrasto estão presos>
--> temporariamente, considerados suspeitos de envolvimento no sumiço e na morte da criança. Eles alegam inocência. Nesta segunda-feira (18), a Justiça também negou o pedido de revogação da prisão de Longo, que deve recorrer.
Desde que o corpo de Joaquim foi encontrado, a casa em que o garoto morava tornou-se ponto de peregrinação. Flores, ursos de pelúcia, brinquedos e muitos cartazes com homenagens ao menino e outros pedindo punição à mãe e ao padrasto, principais suspeitos do crime, são deixados diariamente no local por moradores. O muro e a calçada também foram pichados com frases de protesto.
As homenagens e a cerca, porém, não devem atrapalhar a reconstituição do sumiço do garoto, prevista para acontecer ainda esta semana. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que chefia a investigação do caso, afirmou que depende apenas da organização de um esquema reforçado de segurança, já que a reconstituição contará com a participação de Natália e Longo. O casal atuará separadamente, segundo Castro.
Apesar de confirmar que já possui provas suficientes para indiciar o padrasto pela morte de Joaquim, o delegado disse esperar que a reconstituição acrescente mais detalhes ao inquérito. Castro quer saber o que fizeram e como reagiram Natália e Longo na madrugada em que o menino desapareceu. “Temos que produzir provas para reforçar as contradições que aparecem nos depoimentos e mostrar que um dos dois está mentindo.”
Investigação
Na tarde desta segunda-feira, a juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos, da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto, indeferiu o pedido de revogação da prisão temporária do padrasto do menino Joaquim, Guilherme Longo. O advogado de defesa, Antônio Carlos de Oliveira, disse que entrará com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Longo e a mulher, Natália Ponte, permanecem presos temporariamente e prestaram novos depoimentos na Delegacia de Investigações Gerais também na tarde de segunda-feira. A mãe e o padrasto de Joaquim foram ouvidos em salas separadas. Segundo o delegado, as declarações do casal são consideradas importantes para o andamento das investigações. Castro, no entanto, não deu detalhes sobre o conteúdo dos depoimentos
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Casa onde Joaquim morava com a mãe e o padrasto é cercada com arame: família alega que imóvel está sendo invadido (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)