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Justiça

Promotoria teme fuga de mãe de Joaquim após habeas corpus

11 dezembro 2013 - 10h08 Por Mariana Rodrigues/Informações Folha de S. Paulo

 O Ministério Público diz se preocupar com a possibilidade de que a psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29, resolva fugir após ser libertada pela Justiça, que concedeu habeas corpus a ela nessa terça-feira (10).

Natália está detida há um mês em prisão temporária, no presídio feminino de Franca (400 km de São Paulo), por suspeita de participação na morte do próprio filho, Joaquim Ponte Marques, 3.

"Ela, sabendo que pode ser denunciada por omissão e, assim, voltar à prisão, pode pensar na hipótese de fugir e não pagar pelo crime", afirmou o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino.

Joaquim morava com a mãe e o padrasto, Guilherme Raymo Longo, 28, em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), e foi encontrado morto no dia 10 de novembro, depois de ter supostamente desaparecido de casa cinco dias antes.

Guilherme é tratado pela polícia e pela Promotoria como o principal suspeito pela morte do garoto. Mas a participação de Natália ainda não foi descartada na investigação.

O advogado de Natália, Cássio Alberto Gomes Ferreira, disse temer que a libertação possa atrapalhar a colaboração dela nas investigações policiais.

"Não sei como a população vai reagir com ela solta e como ela vai lidar com todo o assédio", disse Ferreira.

Em depoimentos na delegacia, Natália afirmou que dormiu durante a madrugada do desaparecimento de Joaquim.

Ela disse ainda acreditar na culpa do marido, Guilherme Longo, 28.

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