A Justiça em Santa Catarina condenou 80 pessoas pelas ondas de violência urbana que atingiram o Estado em novembro de 2012 e fevereiro de 2013.Nos dois casos, a Polícia Militar registrou 182 ataques em 54 cidades, a maioria contra ônibus e instalações do governo.
De acordo com a Promotoria, a maioria dos condenados têm ligação com o PGC (Primeiro Grupo Catarinense), facção criminosa que surgiu nas prisões do Estado em 2003. A sentença mostra que as maiores penas, de 19 anos de prisão, foram aplicadas a suspeitos de comandar a facção. Todos os condenados podem recorrer, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça.
Ao todo, 83 pessoas foram julgadas pelos atentados. Entre as três consideradas inocentes estão duas advogadas suspeitas de intermediar contato entre criminosos presos e aqueles em liberdade.
Segundo o TJ, em número de réus, foi o maior julgamento já realizado em Santa Catarina. O governo Raimundo Colombo (PSD) considera a condenação uma "resposta dura" do Estado ao crime organizado.
Agressões
De acordo com a Polícia Civil, as duas ondas de violência começaram depois de presos serem agredidos nas prisões. Na tentativa de conter os ataques, o governo do Estado afastou agentes prisionais, melhorou a infraestrutura de presídios e penitenciárias e intermediou a revisão de processos de 17 mil presos.
A primeira onda de violência foi registrada entre 12 a 18 de novembro de 2012. Foram 68 ataques em 17 cidades, segundo a PM. A segunda foi entre 30 de janeiro e 4 de março de 2013, com 114 episódios em 37 cidades. Ano passado, os ataques terminaram depois de o Ministério da Justiça enviar tropas da Força Nacional de Segurança Pública e de o Estado transferir 40 presos a presídios federais.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS