Em dois dias, quando a Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) começar no Rio de Janeiro, representantes de governos, da sociedade civil e do setor privado de vários países começam a avaliar o que o mundo fez até hoje para assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável e buscar soluções integradas que inclua as dimensões econômica, social e ambiental.
A meta de assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável foi adotada por vários países que se comprometeram a reverter um processo de degradação ambiental que já se desenhava em 1992, quando a capital fluminense sediou a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio92).
Agora, vinte anos depois da Rio92, que teve a participação de mais de 110 governantes de países, a expectativa é que com a Rio+20, os governos de pelo menos 115 nações confirmadas renovem o comprometimento com essa meta, tanto olhando o que avançou quanto o que ainda existe de lacuna.
A importância da conferência, que será realizado entre os dias 13 e 22 de junho, tem várias justificativas. Uma delas é a projeção feita pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), de que, em 2050, o planeta terá quase três bilhões de habitantes a mais do que hoje, chegando a 9 bilhões de pessoas, o que significa mais áreas ocupadas, mais energia utilizada, mais água e alimentos consumidos. O que se pretende na Rio+20 é definir o que cada nação precisa fazer para garantir todos esses recursos e serviços para mais gente.
“O que as nações buscam é uma solução para as crises nas três dimensões - econômica, social e ambiental- com soluções integradas. Não vale mais encontrar uma solução que resolva os problemas da economia, mas não protege o planeta. Nem a que protege o planeta, mas não garante alimento para as pessoas. Esse é o ponto fundamental”, explicou Cláudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva e superintendente de conservação da organização não-governamental, WWF-Brasil.
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