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Polícia

Falso cego foragido de MS é preso ao aplicar mesmo golpe no Rio de Janeiro

9 agosto 2011 - 12h18 Por Markito


Augusto José Paes da Silva, de 54 anos, foi preso em flagrante, na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro nessa segunda-feira (08), ao se passar por deficiente visual e por familiar de magistrados para aplicar golpes. Conhecido como “Cego”, Augusto José estava foragido do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, que fica na saída para Sidrolândia em Campo Grande, desde o dia 10 de maio desse ano, acusado de aplicar o mesmo golpe na Capital e na cidade de Coxim (MS). Segundo a polícia civil de Mato Grosso do Sul, o acusado estaria envolvido em crimes desde 2002.

Conforme o delegado de polícia de Volta Redonda, Antônio Furtado, costumava ligar para comerciantes apresentando-se como juiz ou desembargador. Em seguida, dizia que tinha um parente com deficiência visual necessitando de uma colaboração financeira para realizar uma operação. Coagidos pelo status do suposto magistrado, os comerciantes acabavam concordando em fazer a doação. O valor pedido era de até R$ 1 mil.

Logo depois, o acusado ia ao estabelecimento pegar a quantia combinada. Para dar mais veracidade ao seu golpe, o criminoso usava óculos escuros e bengala. No entanto, um exame médico já comprovou que ele enxerga de um dos olhos.

A prisão de Augusto José ocorreu depois que ele foi ao Ministério Público de Volta Redonda pedir uma vaga no albergue da cidade. Uma funcionária do MP desconfiou do golpista e acionou a polícia. Ainda não se sabe se o criminoso conseguiu fazer vítimas no Estado do Rio.

Na cidade de Coxim, o golpista foi preso em flagrante no dia primeiro de outubro de 2009. Na ocasião ele ligou para a Associação Comercial da cidade e se apresentou como juiz da comarca local. Em nome do juiz pediu ajuda para o “Cego”. Desconfiada a funcionária ligou para o celular do juiz que desmentiu a ação. A polícia foi acionada e prendeu Antônio em flagrante.

Na Capital sul-mato-grossense, um dos golpes foi aplicado no dia 19 de agosto de 2009. Na época o acusado ligou na sede da Federação Espírita de Mato Grosso do Sul pedido ajuda para o “Cego”, também se passando por um desembargador. Nessa tentativa de conseguir ajuda financeira, Augusto José foi novamente preso em flagrante.  

O acusado ficou preso no presídio Harry Amorim Costa, em Dourados (MS) e também na Capital, no presídio de Segurança Máxima, e ainda no Instituto Penal de Campo Grande.

Augusto José já aplicou o golpe no Ceará, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerias, Pará, Rondônia e São Paulo. Ele responde pelo crime de falsidade ideológica.

 

Ceyd Moreles

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