Em atividade desde o dia 18 de maio, a Operação Ágata 7 foi encerrada ontem (5), em toda extensão da fronteira brasileira.
A Área de Operações Oeste compreendeu cerca de 2.503 Km de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesta área, o efetivo envolvido foi de cerca de 7.500 militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea, apoiados por aproximadamente 250 agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil dos estados do MT e MS e diversas agências governamentais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Receita Federal, Defesa Civil-MS, Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), entre outras.
Foram revistados 61.577 veículos, sendo apreendidos 17, e inspecionadas 1.167 embarcações, das quais duas foram apreendidas. Como resultado final, foram apreendidos 271,73 Kg de cocaína, 8.780 Kg de maconha, R$ 183.910,00 e US$ 1.000,00, 17 armas, sendo 7 fuzis AK-47, de fabricação russa, 2.134 cartuchos de diversos calibres, 65 metros cúbicos de madeira, 132 Kg de carvão vegetal, bem como realizadas 5 prisões e 17 apreensões de veículos, além de diversas outras apreensões e descaminhos.
Além do combate aos ilícitos transfonteiriços e ambientais, a Operação Ágata 7 realizou, também, ações cívico-sociais (ACISO), que levaram atendimento médico, odontológico e hospitalar às populações de localidades isoladas e menos assistidas. Neste contexto, mereceu destaque a ACISO realizada em Porto Murtinho-MS, da qual participaram a Marinha, o Exército e a Força Aérea. As ACISO de Porto Murtinho e outras realizaram 2.581 atendimentos médicos, 1.685 atendimentos odontológicos, 4.318 atividades de prevenção de saúde e distribuíram 31.928 medicamentos. Além disso, foram manutenidos e recuperados trechos de estrada com extensão da ordem de 15,7 Km.
O principal objetivo era intensificar a presença do Estado na faixa de fronteira e combater os crimes transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.
A operação foi coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), e contou com a participação do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda, conforme o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011.
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