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Polícia

Laudo não aponta presença de insulina no corpo de Joaquim, diz delegado

10 dezembro 2013 - 06h27 Por Louíse Lins/Terra

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), afirmou nesta segunda-feira que a perícia das amostras de tecidos retiradas do corpo do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, não apontou a presença de insulina. Ainda assim, o delegado garante que o laudo não altera a linha de investigação seguida até aqui, que aponta a superdosagem de insulina como a principal suspeita de causa da morte do menino, que era diabético. As informações são do Jornal EPTV.

Segundo o delegado, já era esperado que os exames não constatassem a presença da insulina, devido a uma série de fatores como a rapidez da absorção do hormônio e a decomposição do corpo de Joaquim. Além disso, Castro disse haver uma série de indícios que apontam para o uso do medicamento em grande quantidade.

"Nós temos outras provas dentro do inquérito que indicam o uso dessa insulina. A ausência de ter sido detectado no corpo do Joaquim não diz que não foi ministrada a insulina. Já era sabido que ela não seria detectada, em razão do estado de decomposição do corpo, do tamanho da criança e a rapidez com que o organismo absorve a insulina", argumentou o delegado.

Prisão prorrogada
A Justiça de Ribeirão Preto (SP) determinou nesta segunda-feira a prorrogação da prisão temporária de Guilherme Longo e Natália Ponte, padrasto e mãe de Joaquim, presos desde o dia 10 de novembro, suspeitos de envolvimento na morte da vítima. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a decisão foi da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto. Não foi divulgado o novo prazo da prisão temporária. O pedido de prorrogação foi feito na última quinta-feira pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro.


O Jornal EPTV também teve acesso a um depoimento prestado no final de novembro pela irmã do padrasto de Joaquim. Karina Longo afirmou que Guilherme "é violento, agressivo e xinga as pessoas". A jovem relatou ainda que Guilherme já agrediu os pais. No depoimento, Karina disse acreditar na inocência de Natália, mas afirmou que o consumo de drogas vinha "fazendo muito mal" a seu irmão.

 

 

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