Os suspeitos foram identificados com base no circuito interno do local. Ao todo, há seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, que estão sendo direcionados às sedes das três maiores torcidas do Corinthians, a Gaviões da Fiel, Camisa 12 e Pavilhão 9.
A maioria das pessoas levadas para averiguação é formada por membros da Gaviões, mas um integrante da Camisa 12 foi preso por porte ilegal de um revólver calibre 38. Já um outro é um dos 12 torcedores que ficaram presos na Bolívia no ano passado por conta da morte do menino Kevin Espada durante a estreia do time na Libertadores. Eles estavam nas sedes das torcidas porque voltavam de São José do Rio Preto, onde o Corinthians enfrentou o Oeste na noite dessa quarta (19).
Os policiais também apreenderam documentos e computadores das sedes das organizadas. Os mandados de apreensão tem como objetivo tentar localizar armas, armas brancas e drogas, no interior das edificações onde ficam instaladas as torcidas.
A invasão ao CT Joaquim Grava ocorreu por conta dos maus resultados do time nesta temporada – na semana do ocorrido, a equipe do Parque São Jorge havia sido goleada por 5 a 1 pelo Santos.
Como encontraram as portas do local fechadas, dezenas de torcedores entraram através de um buraco em uma cerca. De acordo com o próprio Corinthians, houve ameaças, agressões, inclusive ao atacante peruano Paolo Guerrero, dano ao patrimônio no clube, roubo de celulares e danos a alguns carros, como do então zagueiro do time, Paulo André.
A PM, que esteve presente no local, alega que ninguém relatou os crimes no momento na invasão, de forma que não houve flagrante. O Corinthians forneceu imagens de duas câmeras para os investigadores e alegou que outras câmeras pararam de gravar a invasão.
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