A Justiça voltou a negar o isolamento em regime prisional mais rígido do líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O pedido havia sido feito em outubro pelo secretário executivo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Everton Zanella, após o jornal "O Estado de S. Paulo" e o SBT revelarem uma megainvestigação do MPE (Ministério Público Estadual) sobre a facção.
O pedido para inclusão no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), com até 22 horas de isolamento, foi negado na sexta-feira (7) pelo desembargador Péricles Piza.
Segundo ele, o MPE não apresentou documentos suficientes que demonstrassem que o juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais da Capital, Tiago Henrique Papaterra Limongi, agiu de forma ilegal ao não colocar o detento no RDD após uma representação do secretário de Administração Penitenciário do Estado de São Paulo, Lourival Gomes.
O magistrado da primeira instância entendeu que a conduta criminosa atribuída a Marcola, como tráfico e ordens de execução, é praticada por vários integrantes do PCC dentro do sistema prisional há muitos anos, com conhecimento das autoridades e, portanto, não existiria urgência na medida.
Na época, porém, não havia a informação, divulgada pela reportagem no dia 26 do mês passado, de que a facção pretendia utilizar helicópteros para retirar no dia 1º de março o preso da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Após a divulgação do plano, o governo anunciou que faria um novo pedido de inclusão de Marcola no RDD. A expectativa era de que o caso já influenciasse uma decisão judicial - que acabou sendo contrária.
Revisão
O pedido do Ministério Público ainda poderá ser revisto pelos demais desembargadores da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em uma futura sessão de julgamento.
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