Foi rejeitado nesta quarta-feira (8) por 14 votos a seis o convite para que o agora ex-ministro Antonio Palocci fosse ouvido na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Palocci pediu demissão da Casa Civil ontem (7), depois da crise desencadeada com as denúncias sobre o aumento do seu patrimônio. Como apenas ministros podem ser convocados, os dois requerimentos apresentados pela oposição foram transformados em convite, mas não foi aprovado.
Ao orientar os parlamentares peemedebistas a votarem contra os requerimentos, o líder da bancada, Renan Calheiros (AL), defendeu que não havia necessidade em aprová-los. "Não vemos nenhuma necessidade de aprovar esse requerimento, sobretudo depois da decisão do Ministério Público que arquivou todas as representações. Podemos contestar, manter o discurso, manter a disputa política, mas isso é uma coisa absolutamente sem sentido."
Autor de um dos requerimentos, o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), disse que "a demissão do ministro não nos exime de procurar a verdade". "O ministro não respondeu o que é crucial e defendeu-se com uma cláusula de confidencialidade. Ora, quem contratou o ministro Palocci sabia quem era Palocci. Sabia que era um ex-ministro da Fazenda, deputado federal, um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff, com grande influência no governo".
Karla Lyara
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