A sogra do prefeito afastado de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), Vera Lúcia conversou com o MSREPÓRTER na manhã de hoje (30). Ela afirma estar sendo muito difícil para a família enfrentar esse momento, mesmo com habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Manoel estava preso desde 20 de julho e foi solto nesta quinta-feira (29). Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do presidente da Câmara do município, Carlos Antônio Carneiro.
“Nós acreditamos na inocência dele. Está sendo uma injustiça, uma questão política mesmo”, disse a sogra do prefeito.
Manoel Nunes foi preso com mais cinco suspeitos pelo assassinato, entre eles estavam os vereadores Valter Roniz, Enio Queiroz e Valdeci Lima. Na época, a operação contou 25 policiais da polícia civil e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).
O crime aconteceu no dia 26 de outubro de 2010. O vereador e presidente da Câmara, de 40 anos foi assassinado com três tiros, no dia 26 de outubro de 2010, ao lado do hotel Vale Verde, na Avenida Afonso Pena esquina com a Rua Guia Lopes, em Campo Grande.
Após disparar contra a vítima, o autor correu ao encontro de Aparecido de Souza, de 28 anos, que o esperava em uma motocicleta Yamaha, de placa HSN 2741, de Campo Grande/MS. O criminosos teriam sido contratados para executar o vereador pelo valor de R$ 20 mil.
Afastado e Proibido
Mesmo depois de ter conseguido liberdade por meio de um habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Manoel Nunes da Silva deve ficar afastado do cargo de prefeito até o final da ação penal. Ele também está proibido de manter contato com a atual administração, principalmente com o prefeito em exercício Alcino Carneiro, que é pai do vereador assassinado, e com os demais funcionários municipais, em razão de suas funções. A decisão é do desembargador convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) Adilson Macabu.
Karla Lyara