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Política

Marina anuncia neste sábado se vai concorrer às eleições de 2014

5 outubro 2013 - 05h30 Por Louíse Lins/Informações G1
A ex-senadora Marina Silva vai anunciar neste sábado (5) se disputará a Presidência da República em 2014. "Ainda estou em processo de decisão", declarou na tarde de sexta (4). Pelo cronograma da Justiça Eleitoral, o prazo para filiação de quem pretende disputar a eleição 2014 termina neste sábado. Na quinta (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou registro à Rede Sustentabilidade, partido pelo qual Marina Silva pretendia concorrer à Presidência da República em 2014. Pelo menos três partidos (PPS, PEN e PHS) convidaram Marina para se filiar, a fim de poder disputar a eleição presidencial. Nas pesquisas de intenção de voto, ela aparece como segunda colocada, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT). Os que não têm disposição para um diálogo programático sequer estão aventando qualquer possibilidade. Afirmou que só tem conversado com siglas que têm a disposição de alterar seu programa partidário. De acordo com a ex-senadora, a negociação com as legendas não se resume à candidatura em 2014, mas envolve projetos políticos e ideologia. “Vocês conhecem os partidos que têm disposição para um diálogo programático. Os que não têm disposição para um diálogo programático sequer estão aventando qualquer possibilidade. A conversa não é em torno de candidatura, é de programa, de idéia”, declarou. Segundo ela, "Há um perfil das pessoas que buscam a conversa e é uma conversa programática. Não em torno da candidatura e sim de um programa. Não é um mero projeto eleitoral, o que significa que as eleições fazem parte, mas não são um fim." Embora tivesse convocado a entrevista coletiva para esta sexta a fim de anunciar a decisão sobre se concorrerá ou não, a ex-senadora disse que adiou porque o assunto é "sério". Logo após o anúncio do adiamento, uma jornalista exclamou: "Fala sério", ao que Marina respondeu: "Exatamente porque é serio e ainda tenho uma noite e um dia", disse. Segundo ela, o processo de decisão é um “grande desafio pessoal”. “Já me deparei com situações muito complexas na minha vida. A primeira foi quando perdi minha mãe. A segunda foi o processo difícil de sair do PT e a terceira está sendo essa decisão que estou tendo que tomar até amanhã. A ex-senadora disse que tenta tomar a decisão "que seja a melhor contribuição para a renovação da política". Segundo ela, o que vai “pesar” na decisão de concorrer ou não são as propostas de quem estiver preocupado em não “polarizar” a política. Para ela, os partidos devem pensar no que é melhor para o país, em vez de adotar a lógica da “oposição pela oposição”. “Vai pesar na minha decisão a disposição dos que estão preocupados com a idéia de que a gente tem que quebrar a polarização ‘oposição por oposição’, ‘situação por situação’. Devemos pensar no país. [É preciso] configurar uma agenda de investimentos estratégicos, em infraestrutura, saúde, educação. Estas são as questões que estão pesando aqui no processo decisório”, disse. A ex-senadora destacou ainda que considera a Rede Sustentabilidade um partido já existente porque “tem base social em todas as unidades da federação, militantes e ética”. “Não é um projeto de poder pelo poder, é uma visão de mundo. É isso que a Rede Sustentabilidade quer fazer. Sabemos que a verdade não está com nenhum de nós, está entre nós”, declarou

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