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Política

Preso por corrupção ex-chefe de orçamento do Senado Federal

13 março 2014 - 13h51 Por Mayara Medeiros Agencia Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu hoje (13) o economista e ex-chefe da Assessoria de Orçamento do Senado Federal, José Carlos Alves dos Santos, 71 anos. Ele fez parte do grupo que ficou conhecido como Anões do Orçamento e foi preso em casa, no Lago Norte, bairro nobre da capital federal.

Segundo o delegado chefe da DCPI (Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual), Sérgio Henrique de Araújo, responsável pela operação, apesar do escândalo dos Anões do Orçamento ter vindo à tona em 1993, apenas em 2002 o ex-assessor foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) e sentenciado pela Justiça, pelo crime de corrupção passiva, a dez anos e um mês de reclusão.

A ação da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais de Brasília. Apesar da sentença ser para o regime fechado, por causa da idade e por tratar um câncer, os advogados de José Carlos devem entrar com recurso para que ele cumpra prisão domiciliar. O acusado está na carceragem do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil do Distrito Federal.

À época do escândalo, denunciado pelo próprio Azevedo, foi feita uma CPI no Congresso Nacional que durante três meses investigou o esquema de propinas montado por deputados que atuavam na Comissão do Orçamento. Foram 18 acusados. Seis foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade.

O rastreamento das contas bancárias acabou derrubando o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB), o líder do PMDB, deputado Genebaldo Corrêa (BA) e o deputado baiano João Alves de Almeida (falecido em 2004), suposto chefe do esquema. Alves lavava o dinheiro comprando cartões de loteria premiados.

O ex-chefe da Assessoria de Orçamento do Senado, José Carlos Alves dos Santos, desmontou o esquema, ao denunciar as irregularidades.

Mas ele próprio foi preso e acusado de assassinar a esposa, Ana Elizabeth Lofrano, que ameaçava denunciar à polícia o que sabia sobre o esquema. Na casa dele foi achada uma mala com mais de US$ 600 mil.

 

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