O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que a presidente Dilma Rousseff considerou “página virada”, durante a reunião ministerial desta quinta-feira (8), a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de recomendar ao Congresso Nacional a rejeição das contas do governo do ano passado.
Na quarta-feira (7), os ministros do TCU decidiram acompanhar o voto do relator, ministro Augusto Nardes, e votaram pela reprovação das contas, em razão das chamadas "pedaladas fiscais". Segundo avaliação do tribunal, a situação fiscal do Executivo mostrou a "desgovernança" das contas públicas.
De acordo com Jaques, agora, o governo vai fazer a "batalha" no Congresso Nacional, que é o responsável por decidir se as contas serão aprovadas ou rejeitadas.
“A presidenta é uma guerreira. Ela opera muito bem nas dificuldades. Evidentemente que a gente preferia a análise feita pelo TCU culminando de outra forma. Mas ela encarou com respeito a decisão do TCU e entende que esta é uma página virada. E vamos fazer a batalha no julgamento que será feito pelo Congresso Nacional”, disse o ministro.
Impeachment
Para o ministro, o fato de o tribunal sugerir ao Legislativo a rejeição das contas não serve de base para eventual processo de impeachment da presidente Dilma.
“Processo de impeachment cada um pode propor o que quiser. Não vejo como elemento de prova um parecer que sequer foi votado. Eu acho muito difícil se tornar isso como elemento de prova porque isso é pretérito e está claro que fatos ocorridos antes de janeiro de 2015 não podem servir de base ”, disse. “O impeachment não pode ser usado como ferramenta política”, acrescentou.
Segundo Jaques Wagner, na reunião ministerial, Dilma pediu “unidade” aos ministros para que atuem junto às bancadas de seus partidos a fim de que o governo consiga aprovar no Congresso Nacional projetos de seu interesse.
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