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Rural

Paraguai confirma foco de febre aftosa a 150 km da fronteira com MS

19 setembro 2011 - 07h04 Por Markito

Autoridades paraguaias confirmaram a existência de um foco de febre aftosa no Departamento de San Pedro, localizado a cerca de 150 quilômetros da fronteira com Mato Grosso do Sul.

De acordo com o site paraguaio ABC Digital, a declaração oficial do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa, na sigla em espanhol) foi feita na noite deste domingo (18), confirmando que em um lote de 100 cabeças de gado, foram detectados 13 animais contaminados.  

A inspeção aconteceu na fazenda Santa Helena, cujo dono é presidente regional da Associação Rural do Paraguai, Sigfrido Baumgarten.  O proprietário garantiu que cumpriu com a vacinação de todo o rebanho e pediu a Senacsa que investigue a origem do foco.  

O Departamento de San Pedro não faz fronteira com Mato Grosso do Sul, mas faz divisa com o Departamento de Amambay, região de fronteira com o Estado.

Providências

Segundo a publicação, mais de 800 animais da fazenda Santa Helena deverão ser sacrificados, e o Paraguai perde o status de país livre da aftosa. As autoridades sanitárias já iniciaram a instalação de barreiras de contenção, e a exportação de carne foi suspensa pelo período de dois meses.

O presidente Fernando Lugo deve decretar ainda hoje (19) situação de emergência sanitária na região onde foi detectado o foco.

Mato Grosso do Sul

Mesmo Mato Grosso do Sul fazendo fronteira com o Paraguai, são as autoridades federais que estão cuidando do caso no Brasil.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), as autoridades locais receberam apenas um comunicado sobre o foco da doença, mas as providências estão sendo tomadas pela representação do Ministério da Agricultura em Mato Grosso do Sul.

A reportagem entrou em contato com o Superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, Orlando Baez, mas o mesmo encontrava-se em reunião e não pode nos atender. A assessoria da Superintendência informou que, por se tratar de uma questão federal, apenas Baez é autorizado se pronunciar sobre o assunto.

Camila Bertagnolli

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