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Saúde

Paraplégico conta como voltou a se movimentar após tratamento

5 junho 2011 - 14h31 Por Markito

O policial militar baiano de 47 anos que não quis ser identificado e que ficou paraplégico após sofrer uma queda em 2002, conta como voltou a se movimentar após ser submetido a um tratamento experimental.

O paciente foi o primeiro a testar o tratamento especial, desenvolvido por cientistas do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz.

Em 2005, o policial leu na internet uma matéria sobre um trabalho com células-tronco que estava sendo realizado na Bahia. Procurou a equipe, fez exames e aguardou a aprovação do teste em humanos. Foi escolhido, mas não sabia que seria o primeiro. "Depositei toda a minha confiança neles. Como fui voluntário, sei de todos os riscos", assume.

A primeira célula foi aplicada no dia 14 de abril. Dez dias depois, ele teve as primeiras sensações nas pernas. "O primeiro lugar que senti foi a coxa direita", conta.

Ele também teve melhora na musculatura que controla o fluxo de fezes e urina e não precisa mais de fraldas e outros equipamentos. 

Para que o paciente fosse submetido a um transplante, uma pesquisa foi feita durante cinco anos e, antes de ser usada em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais. "Basicamente em uma semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade, uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo", observou o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça. 

Os médicos acham cedo para dizer se ele e as outras 19 pessoas com o mesmo problema que também irão receber células-tronco voltarão a andar normalmente. "Esse paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores, ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar", diz Ricardo Ribeiro, coordenador do programa. 

Por enquanto, o policial está entusiasmado pelos primeiros resultado e já faz planos. "Eu sempre gostei de praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue, né? poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um futebol, ir a shopping, fazer o que eu sempre fazia", espera.

 

Camila Bertagnolli/Com informações Folha.com e Bahia Notícias

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