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Saúde

Novos medicamentos marcam a mudança na terapia contra Hepatite C

25 junho 2011 - 04h29 Por Markito

“Há 10 anos não se via uma mudança tão significativa na área da hepatite C quanto o surgimento dessas novas medicações. Ao longo desse tempo, é a primeira vez que elevamos consideravelmente as chances de cura”. A avaliação é do hepatologista Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A aprovação pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano que regulamenta o setor de medicamentos no País, de duas novas drogas, o boceprevir e o telaprevir, promete modificar o tratamento da doença, que hoje atinge mais de 60 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar dos números oficiais, a estimativa é que cerca de dois milhões de brasileiros tenham hepatite C e ainda não tenham sido diagnosticados.

A vantagem dos novos medicamentos é o índice de cura da doença, principalmente em pacientes com o genótipo 1, o mais incidente no Brasil - responsável por 70% dos casos. “Desse total, 55% não respondem ao tratamento que temos hoje, o interferon e a ribavirina”, afirma Paraná.

Com a medicação atual, o paciente que nunca tratou a hepatite C tem 45% de chances de zerar a atividade do vírus que prejudica o fígado, o equivalente à cura. Quando os novos medicamentos são adicionados ao tratamento atual, esse número sobe para 75%.

Mas é no caso de pacientes que já fizeram o tratamento e tiveram apenas uma reposta temporária (quando a carga viral é zerada durante o tratamento, mas volta assim que esse é finalizado), que os índices são ainda mais expressivos. De atuais 40%, eles sobem para 90% com a inserção das novas drogas. “Isso acontece porque eles já são previamente sensíveis ao interferon e à ribavirina”, explica o hepatologista.

Para aquele grupo que nunca respondeu ao tratamento, com chances de negativar a ação do vírus inferior a 10%, esse número agora chega a 40%. "De fato, os tratamentos que a gente dispõe hoje conseguem a cura da hepatitec C em uma porcentagem muito insatisfatória", avalia Roberto José de Carvallho Filho, gastroenterologista da Casa das Hepatites, da Unifesp.

Camila Bertagnolli/Fonte: IG

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