Depois de ser adiada para esse mês, a reunião que decidiria sobre o fim do uso de aromatizantes em cigarros, finalmente aconteceu e após três horas de debate a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por proibir os cigarros aromatizantes e com sabor no país.
Essa decisão é valida para os produtos nacionais e importados, porém os destinados a exportação estão isentos. Estava em pauta também o uso de açúcar nos cigarros, e depois dos apelos dos produtores, a Anvisa decidiu ceder e manteve a adição, porém limitada à reposição do açúcar que é perdido durante o processo de secagem da folha do tabaco.
A indústria nacional e as importadoras terão um ano para se adaptar a nova regra e seis meses para a retirada dos produtos do mercado.
Fica permitido ainda o uso de algumas substâncias nos derivados do tabaco, como: açúcar, adesivo, aglutinante, agentes de combustão, pigmento ou corante (usado para branquear papel ou na impressão do logotipo da marca), glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. A proposta inclui também que qualquer ingrediente novo precisa passar pelo aval da agência reguladora.
Segundo o diretor Agenor Álvares, relator da proposta, a decisão é positiva e a nova regra fará com que o cigarro se torne menos atrativo aos adolescentes e crianças. Já o diretor da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) declarou que o setor ainda vai avaliar o impacto financeiro da decisão.
A Abifumo também afirma que essa decisão pode influenciar no contrabando de cigarros. E segundo Carlos Galant, representante da indústria tabagista, a permanência do mentol e do cravo no Brasil,não teria problemas pois um estudo norte-americano mostra que os mentolados não elevam o risco a saúde.
Tatyane Soares/Com informações Agência Brasil
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