Balanço do Ministério da Saúde indica que apenas três estados conseguiram atingir a meta de vacinar 80% do público-alvo contra a gripe: Santa Catarina (85,92%), Acre (81,7%) e Alagoas (80,16%). A campanha de imunização termina amanhã (1º de junho) em todo o país.
Até o momento, 20,6 milhões de pessoas já foram vacinadas. O número representa 68,34% do público-alvo, que inclui idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 2 anos incompletos, grávidas em qualquer período da gestação, indíos e profissionais de saúde. A meta do governo é imunizar 24,1 milhões de pessoas, o equivalente a 80% do público-alvo.
As regiões Sul e Centro-Oeste se destacaram na campanha, com cobertura de 75,07% e 72,09%, respectivamente. No Nordeste, 69,52% das pessoas receberam a dose da vacina. Na Região Norte, 67,07% do público foram imunizados. O pior desempenho está sendo verificado na região mais rica do país, a Sudeste, que imunizou 64,97%.
O grupo dos trabalhadores da área da saúde tem o maior índice de cobertura (78,64%). Em seguida estão as crianças (75,19%); os idosos (67,3%); indíos (56,75%) e gestantes (60,59%).
De acordo com o ministério, a imunização contra a gripe pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações hospitalares por pneumonia e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos que moram em abrigos, a vacina reduz os riscos de pneumonia em cerca de 60%, de hospitalização pela metade e de morte em quase 70%.
MS
Por determinação do Ministério da Saúde foi prorrogada por mais uma semana, até o dia 1º de junho, a campanha de vacinação contra gripe. Até ontem 61.115 doses tinham sido aplicadas,o que corresponde a um índice de cobertura vacinal de 51,71%.
A meta é a imunização de 118.191 pessoas, ainda faltam comparecer aos postos 57.076 dos grupos prioitários: crianças de mais de seis meses e menos de dois anos; trabalhadores em saúde; indígenas e idosos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), o melhor índice de cobertura (55,23%) foi alcançado entre os idosos, com 43.2-4 doses aplicadas. Na faixa etária acima dos 60 anos, há em Campo Grande uma população de 78.231 moradores. Entre as crianças com mais de seis meses e menos de dois anos, a cobertura vacinal chegou a 48,92% (foram vacinadas 9.049 quando a meta é atingir 18.572. De 9.286 gestantes aguardadas nos postos, 4.150 já compareceram aos locais de vacinação (45,92%).
Da população indígena de 3.065 pessoas, só 26, 13% , 801 já estão vacinados. Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura chegou a 43,33%. A parcial mostra 4.024 vacinas aplicadas, num contingente de 9.037 empregados no setor.
Segundo os profissionais da área de saúde, é necessário promover a vacinação nesta época do ano, porque é um período em que a estiagem torna a umidade do ar baixa e, assim, com o ar seco, faz com que a pessoa fique com baixa defesa do organismo e sejam contaminadas com mais facilidade. A vacina na verdade não impede que a pessoa pegue a gripe. Mas ela certamente elimina a possibilidade de suas complicações, como a pneumonia, que se não tratada pode levar até a morte.
A imunização, de acordo com os profissionais de saúde, não tem contra-indicações. As exceções são para as pessoas que têm alergia a ovo ou alguma doença auto-imune. A vacina é trivalente, ou seja, além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também vacinará a parcela da população participante contra outros dois tipos do vírus “influenza” – A (H3N2) e B.
Helton Verão/Com informações da Agência Brasil e Sesau
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