A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou novas normas para a fabricação de protetores solares. A resolução proíbe que produtos sejam vendidos como bloqueadores.
Na praia, na piscina, no parque, em qualquer lugar, a recomendação dos médicos é se proteger contra os raios ultra-violetas. A exposição ao sol sem proteção pode provocar uma série de danos à saúde. Os raios UVA e UVB causam queimaduras, vermelhidão, envelhecimento precoce e, o mais grave, câncer de pele.
Para aumentar a prevenção, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou normas mais rigorosas para os fabricantes de protetor solar.
O fator mínimo de proteção contra os raios UVB passa de dois para seis. O fator UVA também terá que ser descrito no rótulo e será de, no mínimo, um terço do fator UVB. Nenhum protetor poderá trazer expressões como “bloqueador”, "bloqueio total" ou "100%" de proteção contra o sol, porque isso é impossível. Só depois de passarem por testes específicos, os produtos poderão trazer no rótulo expressões como "resistente à água", "ao suor" e à "transpiração". As embalagens terão que indicar a necessidade de reaplicação.
“Tem que repetir o filtro solar a cada duas horas. O sol, a radiação é muito forte, nós somos um país tropical e a pessoa tem que lembrar que o câncer de pele é o câncer de maior incidência no país e pode, inclusive, levar ao óbito”, diz o médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Gilvan Alves.
Os fabricantes terão dois anos para se adaptar às novas regras.
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