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Saúde

Efeitos do leite adulterado podem surgir a longo prazo, diz ministério

9 maio 2013 - 04h56 Por Mariana Rodrigues/Informações Folha

 De acordo com o Ministério da Agricultura, quem bebe leite adulterado não passa mal na hora --os malefícios surgem a longo prazo.

Cinco empresas que realizavam transporte de leite no Rio Grande do Sul são suspeitas de adicionar a substância antes de realizar a entrega à indústria. Ao todo, foi encontrada presença de formol em lotes específicos das marcas Italac, Líder, Mumu e Latvida.

Para o clínico-geral Paulo Olzon, da Unifesp, a toxicidade está no formaldeído da ureia --o mesmo que conserva cadáveres.

A substância pode provocar danos no aparelho gastrointestinal e a exposição frequente tem efeito cancerígeno. O Instituto Nacional de Câncer afirma que não há níveis seguros de exposição ao formol, associado ao câncer de nasofaringe e leucemia.

Segundo Alexandre Campos, do ministério, existe o risco à segurança do consumidor. "Ele compra leite, não compra água com ureia", diz

Foi descoberto o esquema de adulteração do leite após à deflagração da operação Leite Compen$ado", que resultou na prisão de oito pessoas.

Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, que levaram a localização de cerca de 60 sacos de ureia, R$ 100 mil em dinheiro, revólveres e pistolas com respectivas munições, soda cáustica, corantes, coagulantes líquidos e emulsão para obtenção de consistência, entre outros produtos e documentos.

Cinco empresas que realizavam transporte de leite no Rio Grande do Sul são suspeitas de adicionar a substância antes de realizar a entrega à indústria. Ao todo, foi encontrada presença de formol em lotes específicos das marcas Italac, Líder, Mumu e Latvida.

Apesar da adulteração ter ocorrido durante o transporte, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destaca que "os programas de controle de qualidade devem ser capazes de detectar a prática de fraudes, adulterações ou falsificações na matéria prima que recebem".

As empresas de transporte investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Desse montante, estima-se que um milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados.

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