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Saúde

País diminui casos graves e óbitos por dengue

20 novembro 2013 - 04h44 Por Louíse Lins/Ministério da saúde

Nova campanha de Mobilização Nacional contra a Dengue quer atingir a meta com a ajuda da população e do Programa Mais Médicos.

O Ministério da Saúde lançou ontem terça-feira (19) a Campanha "Não dê tempo para a Dengue", sua mobilização nacional contra a doença em 2013.

O objetivo é fazer parcerias para reforçar o alerta à população na prevenção contra a doença. O número de internações por dengue teve redução de 30% em relação a 2010.

Com melhoria de assistência, o País conseguiu evitar 394 mortes por dengue este ano, o que significa que o Brasil tem um dos menores índices de mortalidade por dengue nas Américas, com 0,03 óbitos para cada 100 notificações.

"Conseguimos uma forte redução na gravidade dos casos. Vamos fazer um grande reforço em 2014 para diminuir ainda mais a letalidade", afirma o ministro Alexandre Padilha, que acredita que o Programa Mais Médicos vai ser essencial para atingir este objetivo.

"Nós temos uma vantagem com o Mais Médicos, em que a grande maioria dos profissionais tem grande experiência em cuidar com a dengue.

Cuba teve a menor letalidade de dengue quando enfrentou epidemia da doença", disse Padilha.

Até o final do ano, serão investidos mais de R$ 363,4 milhões em repasses a todos municípios para vigilância, prevenção e controle da dengue.

O ex-capitão da Seleção Brasileira de Futebol, Cafu foi escolhido para participar da campanha.

"Estamos nos preparando para o verão do ano que vem, porque essa estação é propícia à proliferação do mosquito", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

LIRAa

De acorco com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), em 2013, foram notificados 1.476.917 casos suspeitos de dengue - aumento de 54,6% em relação a 2010.

No total, 157 municípios estão em situação de risco para dengue, e 525 estão em alerta.

O Nordeste tem maior parte dos municípios em situação de risco para dengue. A região Sudeste tem maior número de casos de dengue, sendo responsável por 63,4% dos casos.

Ainda de acordo com o levantamento, 37, 5% dos depósitos do mosquito são em água armazenada e 36,4% em lixo. Maioria dos depósitos está em domicílios na região Sudeste, enquanto no Centro-Oeste lixo é o responsável pela maior parte do acúmulo de aedes aegypti.

Sintomas

Com a proximidade da quadra chuvosa, é importante redobrar a atenção aos sintomes da dengue.

Febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dores nas costas, manchas no corpo e, em alguns casos, pequenas hemorragias na boca, urina ou no nariz, são sintomas de dengue.

A doença pode se manifestar de formas diferentes, mas o tratamento para ela tem um item básico: a hidratação.

A dengue remove parte do líquido dos vasos sanguíneos e compromete a circulação do sangue. Por isso, a água é fundamental no tratamento, repondo o líquido que foi perdido.

Cuidados

Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo.

É fundamental não tomar remédio por conta própria – pois isso pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico – devendo ainda estar alerta para sinais de agravamento, como vômitos e dores abdominais.

Outros sintomas

Além dos sintomas mais comuns, a dengue pode se manifestar com dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, tonturas, alterações na pressão arterial, fígado e baço dolorosos, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, pulso rápido, diminuição súbita da temperatura, agitação, fraqueza e desconforto respiratório.

Dengue hemorrágica

Existe uma forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica. A ocorrência da forma mais grave acontece, na maioria das vezes, quando a pessoa já foi infectada anteriormente por um tipo diferente do vírus. Existem quatro tipos de dengue no Brasil e no mundo.

O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue pode se apresentar, clinicamente, como infecção inaparente, dengue clássica, febre hemorrágica da dengue e síndrome de choque da dengue.

Prevenção

Para evitar a picada do mosquito, o uso de repelente é eficiente, pelo menos, três vezes ao dia, telas na janela e mosquiteiros também ajudam. O mosquito se reproduz em ambientes que contêm água parada e limpa.

Seus ovos podem sobreviver até um ano em ambiente seco e esperam a estação seguinte de chuvas para formar novas larvas e multiplicar os mosquitos.

A melhor forma de prevenir é combater o mosquito transmissor retirando possíveis criadores como pneus em áreas abertas, que podem reter água da chuva; colocando areia ao invés de água nos pratinhos de plantas; limpando sempre vasos sanitários pouco usados, vasilhames de água de animais domésticos, caixas de água e piscinas.

 

 

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