Uma superbactéria inédita no mundo foi identificada no sangue de um paciente que ficou internado no Hospital das Clínicas de São Paulo no ano passado e colocou a comunidade científica internacional em alerta.
Segundo a médica Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do HC e uma das autoras do artigo, o homem começou a apresentar muitas infecções na pele e depois no sangue. Apesar do tratamento com diversos antibióticos, a febre persistia.
O artigo com a descrição do caso foi publicado na semana passada na revista "The New England Journal of Medicine". O trabalho reuniu pesquisadores brasileiros, americanos e europeus.
A cepa original da superbactéria pertence a uma classe conhecida como SARM (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) e é uma das causas mais comuns de infecções de pele e mucosas em pessoas de todas as idades, inclusive as saudáveis.
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