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Saúde

Saúde cria central para monitorar dengue, zika e febre chikungunya

16 dezembro 2015 - 12h49 Por Da Redação

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) montou um gabinete de crise para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Conforme o titular da pasta, Nelson Tavares, no local, os servidores receberão informação de áreas mais críticas de todo Mato Grosso do Sul e terão como avaliar e encaminhar um “esquadrão” para uma força-tarefa o mais rápido possível.

“A sala já está funcionando desde o domingo (13). Serão oito servidores da secretaria que foram deslocadas (para a central) e também devem trabalhar pessoas indicadas pelos parceiros, para regime de plantão. Eles vão receber as informações dos principais locais mais críticos e decidir as intervenções. Então, montaremos esses pelotões que se locomoveriam para os pontos mais críticos”, detalhou o secretário lembrando do apoio do Exército, Aeronáutica e Marinha, além dos agentes de saúde, para as forças-tarefas nos municípios.

Nesta terça-feira (15), secretários municipais de todo o Estado se reuniram para debater, dentre outros temas, a situação do zika vírus no Estado, casos de microcefalia e combate ao Aedes aegypti dominaram os assuntos da pauta.

Epidemia

“Tem hora que a gente tem a sensação de ser inoperante, porque temos a equipe completa, tem inseticida, tem ações educativas, cumprimos meta, mas os casos voltam a subir no verão. Na minha opinião, o maior entrave, é a providência do morador ou do responsável pelo imóvel. Claro que não podemos generalizar, mas em um município de 30 mil habitantes como o nosso, a gente tem um percentual considerável de pessoas que não tomam as providências necessárias”, afirmou Ivo Benites, secretário municipal saúde de Caarapó – a 268 km de Campo Grande -, durante o encontro.

Para o secretário municipal de saúde de Iguatemi – a 460 km da Capital –, Agnaldo Souza, a criação da sala de monitoramento será um ganho no combate do mosquito. “O Estado tem papel fundamental nessa batalha e se for o caso de constatar a gravidade na região, será acionado esse pelotão. Isso é uma guerra e nós não podemos perder”, afirmou.

Trabalho monitorado

Durante o encontro com secretários municipais na Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), o secretário estadual de saúde, Nelson Tavares, afirmou que irá intensificar e otimizar os trabalhos dos agentes de saúde em todo o Mato Grosso do Sul.

 “O plano de um modo geral tem dez pontos que envolvem muitas coisas. Mas, dentre eles, vamos instituir uma forma de aumentar a eficiência da visita domiciliar. Ela é ruim. Os agentes se acomodaram e fazem trabalho muito superficial. Vamos fiscalizar em tempo real. Cada um vai ter um tablet monitorado por satélite e vai anotar o celular do dono da casa que depois será contatado para avaliar a visita pelo nosso call center que ligará por amostragem”, explicou.

Conforme Tavares, o software que será usado nos tablets já está pronto para funcionar desde domingo (13). “Serão 4,5 mil agentes comunitários, de endemia e agentes de saúde que receberão um valor a mais no salário por produtividade para essa ação”, detalhou apontando que dos cerca de 4 mil tablets, 266 já estão com o Estado para a realização do projeto piloto. 

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