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Doenças não transmissíveis respondem por dois terços das mortes no mundo

14 maio 2011 - 00h29

Pelo menos dois terços da população mundial morrem todo ano por causa de doenças não transmissíveis, como problemas cardíacos, AVC (acidente vascular cerebral), diabetes e câncer, de acordo com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

No caso dos países em desenvolvimento, a situação se agrava por causa das chamadas doenças contagiosas, como diarreia, pneumonia e malária, que têm maior probabilidade de matar crianças menores de 5 anos de idade.

A conclusão está no estudo denominado Estatísticas de Saúde Mundiais 2011, divulgado nesta sexta-feira, em Genebra, na Suíça. No entando, especialistas advertem que além das doenças crônicas e contagiosas, há também fatores de risco que contribuem para aumentar o número de mortes no mundo.

No estudo, os fatores de risco citados são: tabagismo, sedentarismo, má alimentação e uso de abusivo de álcool. De acordo com os dados, quatro em cada dez homens e uma no grupo de 11 mulheres fumam, e pelo menos um adulto em cada oito é obeso.

Os especialistas também se preocupam com as mortes das mães durante a gravidez ou em decorrência do parto. Os últimos dados mostram que houve uma redução significativa. A mortalidade materna diminuiu em 3,3% por ano, desde 2000. O número de mulheres que morrem em consequência de complicações durante a gravidez e do parto diminuiu de 546 mil em 1990 para 358 mil em 2008.

"[O estudo por meio dos dados] mostra que não há país do mundo que possa tratar a saúde sobre qualquer perspectiva apenas sob o prisma de uma doença infecciosa ou de uma doença não transmissível. Cada país deve desenvolver um sistema de saúde que atenda a toda gama de ameaças", disse o diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma.

O estudo Estatísticas de Saúde Mundiais é um relatório anual, elaborado com base em mais de cem indicadores de saúde, transmitidos à OMS pelos representantes dos 193 países que integram o órgão. O objetivo é preparar uma análise global a partir de situações específicas e buscar, com o apoio das agência vinculadas às Nações Unidas e os demais parceiros, a melhoria dos sistemas de saúde.


 


Karla Lyara/Fonte:Folha 

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