A valeta onde os corpos foram encontrados ganhou cores nas mãos do artista plástico e grafiteiro Guto Naveira, que mesmo sem ter conhecido pessoalmente os meninos, se dispôs a fazer a homenagem e se emocionou em vários momentos do ato simbólico. “A homenagem surgiu após um convite da família, e após esse convite, a homenagem se tornou pra mim uma missão de poder passar não só a arte, mas sim o contexto social, uma mensagem para que coisas assim não se repitam. Essa é uma homenagem aos meninos, a família e uma forma de despertar a sociedade para que não volte a acontecer esse tipo de crime”.
Para realizar o trabalho, vários desafios tiveram que ser vencidos, entre eles Guto destacou o local ermo, a falta de água corrente. “Mesmo com todos esses desafios, pintar para esses meninos foi tão maravilhoso que até a energia do local não deixou com que a obra desandasse”, disse ele. O trabalho levou seis dias para ficar pronto, foram usadas 40 latas de spray, e 80 litros de látex, para deixar os 160 metros de grafite com a cara de Breno e Leonardo.
De acordo com Guto, no local foram registrados animais de estimação de Breno e Leonardo e a alegria da família, a obra de grafite se tornou a maior do Estado. Uma mensagem foi deixada para cada um deles. Para Leonardo, foram deixados os seguintes dizeres: “A peleja é longa e a batalha é sempre”, já para Breno “Desistir é para os fracos”.