Nesta terça-feira (05), foram apresentados pelo Prefeito Alcides Bernal (PP) e o novo secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais, Pedro Chaves (PSC), cinco médicos cubanos que vão atuar nas Unidades Básicas de Saúde da Familía (UBSF) da Capital a partir de amanhã. Entre os estrangeiros também está a brasileira Silvanna Canazilles Alves, que vai atuar no UBSF Jardim Aero Itália, substituindo outra brasileira que desistiu do programa após convocação.
Os locais que recebem os estrangeiros ficaram definidos assim: Leonardo Ojeda Hernandez, atende no Jardim Itamaracá; Leticia La Caridaded Perez Fernandez, no Iracy Coelho; Libia Esther Hernandez Hernandez, no Jardim Batistão e Yanet Marquez Vicent, no Tarumã. Todos já conheceram as unidades durante o modo de acolhimento, conheceram toda realidade do sistema de saúde e disseram estar preparados para a combate contra a Dengue.
Sobre a diferença, todos exaltaram a medicina cubana como mais humana e é o que pretendem trazer para as unidades de Campo Grande. “Cuba vê o médico como todo” disse Leonardo Ojeda. Silvanna se formou em Assunção especificamente na saúde da família, onde vem a prevenção, consulta, reabilitação e depois o especialista. Ela ressalta que a diferença que trazem está na abordagem “Nós estamos prontos para atender qualquer cidadão, com mais carinho, com vínculos, mais contato com o paciente” e completa “É possível resolver com Clínico”.
Yanet fala dos anos de experiência, já trabalhou no Paquistão, Venezuela e quatro anos no país vizinho, Bolívia. Ela acredita que o idioma não será impedimento para trabalhar, após conhecer o local que vai trabalhar “Entendemos se falar devagar, esperamos que entendam, isso não será um impedimento. O acolhimento foi positivo segundo Letícia “Muito confortável, agradável, nunca vivemos essa experiência”. Já Libia, que trabalhou em período integral, disse que a expectativa é grande para trabalhar com as pessoas necessitadas. “Nós médicos cubanos temos que trabalhar com todo tipo de população”
O novo secretário do Governo, Pedro Chaves, lembrou que existe má distribuição, existem 700 municípios sem nenhum médico. “Clínicos-Gerais são especiais, a gente não sabe onde vai porque não tem Clínico-Geral. 80% dos problemas podem ser resolvidos por médicos da família e 20% especialista em um área”.
Bernal lembrou da nacionalidade, filho de paraguaios, e dos países fronteiras com o Estado. “Nós sul-mato-grossenses entendemos facilmente, inclusive é mais fácil entender os sotaque deles do que o sotaque de alguns brasileiros, eu não vejo nenhuma dificuldade. É mais gostoso porque a energia entre os dois ficam maior.”
Ele também ressaltou o profissionalismo dos profissionais. “Médicos podem participar nos hospitais universitários, todos estão aptos para atender família, vamos trabalhar para trabalhar sanar essa necessidade, vamos tornar realidade em breve, todos tem capacidade para atuar em qualquer unidade” disse o prefeito.
Com mais médicos estrangeiros, os que moram em Campo Grande podem ser estimulados acredita ele "porque há condições de trabalhar aqui, é importante que para a gente proclamar os médicos, a carga-horária é boa, salário razoável. Nosso propósito é resolver todos esses problemas".