A cantora Maria Gadú se apresenta amanhã (05), à partir das 17h30, no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande. É mais uma atração projeto MS Canta Brasil, do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).
Como uma profetiza, Gadú revela em sua principal composição, Shimbalaiê, “Ser capitã desse mundo, poder rodar sem fronteiras e viver um ano em segundos”. É exatamente isso que acontece em sua carreira. As coisas acontecem muito rápidas na vida da jovem paulistana de 22 anos. Em menos de cinco meses chegou ao Rio, fechou contrato com a gravadora para o lançamento do disco de estréia e atraiu à sua temporada no Cinemathèque ninguém menos que Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de uma penca de outros artistas, críticos musicais, cineastas, atrizes, descolados e músicos.
Foi tocando em casas na Barra da Tijuca que Maria Gadú conheceu artistas da globais, e surgiu daí, o convite para fazer uma participação na minissérie Maysa. A passagem na TV foi pequena, mas a sua apresentação na festa de lançamento do programa rendeu o encontro com a Som Livre e o interesse da gravadora.
Quando Gadú sobe ao palco, qualquer desavisado pode achar que ela faz parte de uma nova onda rock´n´roll, meio punk, meio indie. Ousada, ela parece mesmo que vai chegar cheia de atitude; mas basta abrir a boca, para a cantora mostrar suavidade em forma de MPB, com tudo muito próprio: letra, música e voz. Este contraste surpreende e seduz.
Gadú agora vive um novo projeto, O encontro no palco com Caetano Velozo, que começou a nascer a quase um ano, numa festa fechada e teve continuidade no Prêmio Multishow. A sintonia foi tanta, assim como a repercussão junto aos fãs de ambos, que o flerte virou um namoro musical firme.
O evento tem entrada franca.
Ceyd Moreles
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